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O que acontece a seguir com o início dos lançamentos de vacinas COVID-19

O Reino Unido está distribuindo as primeiras doses de uma vacina COVID-19

O Reino Unido concedeu autorização de uso emergencial à vacina COVID-19 da Pfizer-BioNTech na semana passada, um ponto crítico na luta mundial contra a pandemia. Mas enquanto o início da distribuição da vacina é uma ótima notícia, também é complicado… Eis o motivo.

Por que importa:

Quem tem acesso ao primeiro acesso a uma oferta limitada de vacinas sempre seria controverso, tanto a nível nacional quanto internacional. Vamos começar com o doméstico; para as democracias industriais avançadas do mundo que estão liderando o pacote no desenvolvimento de vacinas, a primeira leva de vacinas será destinada a trabalhadores de linha de frente e residentes em asilos. A Operação Velocidade de Dobra tem efetivamente comandado o fornecimento de vacinas dos EUA por cerca de 8 meses, mesmo que não seja sem debate, pois foram levantadas questões sobre se vacinar os idosos em casas é realmente o melhor uso de um fornecimento limitado de vacinas. Após a distribuição da primeira onda de vacinas, ela vai então para “trabalhadores essenciais”, termo não facilmente definido que varia de contexto para contexto. Nos EUA, os Estados serão os únicos a tomar decisões de distribuição e definir quem se qualifica como “essencial”, o que significa que estamos olhando para potenciais lutas políticas em todos os 50 estados. Mas mesmo em sistemas federais mais centralizados, os mesmos desafios de definir categorias de trabalhadores e quais priorizar permanecem assustadores.

A boa notícia para as democracias industriais avançadas que lideram a corrida contra vacinas no momento é que não importa se você está segurado ou não; A má notícia é que, mesmo que o governo pague por isso, uma quantidade substancial de pessoas ainda não vai querer tomá-lo. Parte disso vem de pessoas com ceticismo vacinal de longa data, algumas de pessoas que simplesmente não se sentem confortáveis com a velocidade de ruptura e a política aparente brincando com o desenvolvimento dessas vacinas. Em seguida, há as preocupações de longo prazo da desigualdade uma vez que a fase inicial de distribuição termina, com o potencial de uma captação mais rápida entre os cidadãos urbanos e mais ricos versus os rurais e os mais pobres, ampliando ainda mais as divisões que o COVID-19 já fez no mercado de trabalho. E como a história mostrou, a ampliação das divisões econômicas leva à ampliação das divisões políticas.

Ainda assim, dada a alternativa — não ter uma vacina para distribuir — esses são bons problemas para se ter. É que nem todos os países são privilegiados o suficiente para ter esses problemas. O que nos leva ao mundo em desenvolvimento.

O que acontece a seguir:

É provável que os países em desenvolvimento sejam excluídos na primeira onda de vacinas de alto calibre que estão sendo implementadas no momento por pessoas como a Pfizer-BioNTech e a Moderna. Haverá alguns gestos de boa vontade expandindo alguma forma limitada de acesso a eles, mas as sociedades capazes de melhorar materialmente sua situação e economias na parte de trás da vacina o mais rápido serão as democracias industriais avançadas e os países em desenvolvimento com capacidades significativas de fabricação de vacinas (pense China, Rússia, Brasil, México, Índia e Indonésia)… exacerbar a desigualdade global entre os países, não apenas dentro deles.

A iniciativa COVAX apoiada pela OMS continua sendo a maneira de fato de distribuir vacinas de forma equitativa em todo o mundo. Mas os principais países não assinaram (mais notavelmente os EUA), e mesmo aqueles que têm também estão buscando acordos separados que provavelmente superam seus compromissos covax. Há esperança de que Joe Biden forneça um grande impulso para coordenar os esforços de vacinação, mas neste momento da corrida pelo desenvolvimento de vacinas, ainda estamos olhando para mais nacionalismo de vacinas do que cooperação com vacinas.

A partir deste texto, os EUA, Reino Unido, E.U., Rússia e China parecem ter algum acesso às vacinas ao longo do próximo mês ou dois. Cada um conseguiu acesso prioritário através de contratos de compra, desenvolvimento ou produção de vacinas específicas. Quando se trata de vacina BioNtech-Pfizer, os EUA, Alemanha e China são os primeiros. Para a vacina Moderna, os primeiros lotes irão para os EUA e Suíça, este último apoiará o processo de fabricação da vacina. O CanSino da China e outros esforços de vacinas serão direcionados para o mercado chinês, mas dado que muitos chineses aparentemente preferem esperar por uma vacina de maior qualidade dos EUA ou da Europa (não ajuda que a China esteja empurrando as vacinas antes que os testes da fase III sejam concluídos), o esforço de vacinação da China provavelmente será usado para o mundo em desenvolvimento e para impulsionar os esforços da diplomacia de vacinas da China. A vacina do Instituto Gamaleya da Rússia — aquela cuja eficácia aparentemente aumenta a cada nova rodada de dados divulgados por vacinas ocidentais concorrentes — será destinada a russos e cidadãos de países na órbita da Rússia, mas improvável de obter muita tração nos EUA/Europa.

Há uma série de outras vacinas no trabalho também, mas uma em particular merece mais atenção. Nas últimas semanas, a vacina que está sendo desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford recebeu muita cobertura jornalística. A UE, a Índia, o Brasil e a Rússia são os que se beneficiam primeiro se e quando a vacina AstraZeneca for lançada. Mas é o seguinte: os dados iniciais da AztraZeneca divulgados têm alguns problemas sérios (erros de dosagem, protocolos clínicos completos ainda não publicados, um tamanho amostral menor em comparação com os concorrentes, etc…) que levanta preocupações sobre se sua eficácia está perto dos 90% + anunciados pela Moderna e Pela BioNTech-Pfizer. Mais testes estão em andamento, o que trará mais clareza nos próximos meses, mas se for mostrado menos eficaz do que outras vacinas atualmente implantadas, isso resultará em ser mais uma solução para o mundo em desenvolvimento do que o mundo desenvolvido.

Esse é um problema particular para a Europa, porque investiu muito mais na vacina AstraZeneca e na tecnologia subjacente que a alimenta. A vacina moderna é a passagem dos EUA para fora desta crise. E até que os EUA esgotem sua demanda pela vacina Moderna, outros terão que esperar (a Suíça excluída, já que estão fabricando algumas das doses). E há inúmeras outras variações e trocas desse tipo à medida que o esforço de vacinação começa a sério.

Como mundo, passamos das corridas para encontrar uma vacina para a corrida para garantir que haja o suficiente deles para que o processo de distribuição não nos destrua. Em 2020, isso ainda se qualifica como uma notícia extremamente boa.

A estatística-chave que explica isso:

“A maior parte dessa capacidade [de fabricação] [para os principais candidatos à vacina] já está falada. Os 27 Estados-membros da União Europeia, juntamente com outros cinco países ricos, pré-encomendaram cerca de metade (incluindo opções, escritas em seus contratos, para pedir doses extras e negociações que foram divulgadas, mas ainda não finalizadas). Esses países representam apenas cerca de 13% da população global.”

A citação-chave que resume:

“Suponha que os EUA marchem à frente e faça com que grande parte de sua população seja vacinada mais rapidamente do que na Europa, você pode imaginar a pressão que os políticos europeus sofrerão”, disse Simon Evenett, professor de comércio internacional e desenvolvimento econômico da Universidade de St. Gallen, na Suíça. Como fonte de tensões entre os países, isso realmente poderia espiralar.”

E não apenas entre os EUA e a Europa, também.

A única coisa a ler sobre isso:

Não deixe de conferir o último white paper do Eurasia Group (encomendado pela Fundação Gates) sobre por que uma distribuição de vacinas equitativa, em vez de uma corrida até a linha de chegada, é o melhor caminho para o mundo. Por muito.

O único grande equívoco sobre isso:

Menos um equívoco, e mais uma incógnita crítica — as vacinas mostraram-se capazes de impedir que indivíduos vacinados contraíssem a doença, mas ainda podem espalhá-la para outros que não foram vacinados? Estamos prestes a descobrir.

A única coisa a dizer sobre isso em uma chamada zoom:

A melhor notícia é que veremos as taxas de mortalidade caírem ainda mais entre agora e a primavera/verão 2021, à medida que os mais vulneráveis da sociedade recebem proteções recém-descobertas para uma doença que não existia há um ano. Isso é um testemunho extraordinário de quão longe a ciência chegou; política é outra questão.

A única coisa para evitar dizer sobre isso em uma chamada zoom:

Você pode mencionar que o mundo nunca tentou lançar algo tão complexo ou ambicioso como esta campanha de vacinação COVID-19, e muita coisa ainda pode dar errado. Ou, que a importância deste lançamento tornou as vacinas COVID um alvo ainda maior para atores obscuros como hackers e a máfia. Mas eu adiaria. Não tivemos muito o que comemorar em 2020, então vamos tentar não estragar o momento.

Referência

Por que uma vacina contra a COVID-19 está longe de ser realidade?

À medida que o SARS-CoV-2 se espalha, as mortes aumentam e os temores crescem em todo o mundo, empresas de biotecnologia, universidades e agências governamentais lutam – algumas juntas, outras sozinhas – por uma vacina para contê-lo.

No entanto, o processo de aprovação das vacinas é muito mais exigente do que para a maioria dos medicamentos. Mesmo que as amostras passem por testes clínicos sem problemas, a produção de uma vacina de coronavírus utilizável tem um prazo de desenvolvimento de 12 a 18 meses. E o relógio passou a contar a partir de janeiro de 2020.

Isso porque vacinas são dadas a pessoas saudáveis como prevenção e não queremos deixar pessoas saudáveis doentes.

Vacinas preventivas não tratam ou curam doenças – elas preparam seu sistema imunológico para combater uma doença em potencial. Todo esse combate de invasão e defesa acontece em nível celular, envolvendo germes e células muito pequenas para serem vistas com o olho sem ajuda.

Nesta luta dentro do seu corpo os bandidos são germes causadores de doenças, também conhecidos como patógenos, incluindo vírus e bactérias. Os mocinhos são as células de seu sistema inato, chamadas NK (células assassinas naturais, em inglês “natural killer cells”) e também seus glóbulos brancos, especialmente os chamados linfócitos que produzem  anticorpos.

Como as vacinas auxiliam o sistema imunológico

Seu sistema imune mantém você protegido, reconhecendo a diferença entre células saudáveis e prejudiciais.

Um vírus não pode se reproduzir sozinho. Infecta uma célula hospedeira, viaja para o núcleo e sequestra o material genético da célula, forçando-a a fazer mais vírus. Quando patógenos nocivos invadem e começam a se reproduzir, seu sistema imunológico os reconhece por suas formas. Os patógenos têm antígenos, que são proteínas especiais que desencadeiam um ataque do sistema imunológico do seu corpo.

Os sistemas imunológicos não são perfeitos. Em alguns pacientes, eles respondem a infecções com uma reação exagerada que causa inflamação nos pulmões, uma condição conhecida como síndrome do desconforto respiratório agudo. Isso tem sido visto em pacientes com gripe H1N1 e coronavírus, dentre outros.

Você é vacinado ao receber um produto contendo uma variação segura de um patógeno. Isso imita uma infecção. Você não adoece, embora alguns indivíduos possam ter sintomas menores como uma febre leve, mas seus glóbulos brancos produzem anticorpos para combater esse patógeno como uma ameaça real.

Esses anticorpos se ligam a antígenos nos patógenos e impedem que patógenos invadam outras células. Anticorpos sinalizam outros glóbulos brancos, que matam e removem os patógenos.

O problema é que uma forma específica de anticorpo é necessária. O corpo humano tem bilhões de glóbulos brancos, cada um fazendo seu próprio anticorpo em forma especial. Apenas algumas formas de anticorpos serão eficazes contra o patógeno.

Pode levar vários dias para o sistema imunológico produzir anticorpos suficientes para matar os patógenos invasores. Durante esse tempo, um patógeno de ação rápida, que pode replicar bilhões de cópias de si mesmo, é uma ameaça crítica à saúde.

Vacinas aceleram o processo fazendo o sistema imunológico acreditar que está sendo atacado. Depois que uma vacina ativou seu sistema imunológico, um número de glóbulos brancos chamados células de memória estão prontos para fazer anticorpos se os patógenos reais atacarem no futuro. Mesmo anos depois você terá essas células de memória que vão entrar em ação.

Como as vacinas são criadas

Há uma variedade de vacinas, classificadas pela forma como são feitas. A mais comum é a vacina inativada, que usa patógenos que foram mortos ou não podem se reproduzir.

1) Um vírus é injetado em células vivas, como um embrião de galinha, o que permite que ele se reproduza. O vírus é então colocado em um líquido rico em nutrientes.

2) Dentro das células de frango, o vírus modifica seus genes para se reproduzir. Como as células de frango são diferentes das células humanas, o vírus alterado perde sua capacidade de se reproduzir em humanos.

3) O vírus é purificado pela remoção de proteínas de ovos e outros materiais. Um adjuvante, contendo compostos orgânicos ou sais de alumínio que ajudam a desencadear uma resposta imune, é adicionado.

4) O vírus é morto com calor ou formaldeído.

5) A solução é adicionada a um líquido adequado para injeção e os frascos são produzidos na indústria especializada e então a vacina é finalmente distribuida ao consumidor final.

Vacina baseada em RNA

Outros tipos de vacinas usam os ácidos nucleicos DNA e RNA. Usadas apenas em ensaios clínicos até agora, essas vacinas são baseadas em pedaços do código genético do patógeno.

Pesquisadores dizem que as vacinas baseadas em RNA podem ser desenvolvidas mais rapidamente, tratar uma gama mais ampla de doenças e poderia ser muito mais fácil de fabricar do que as vacinas convencionais.

As vacinas de RNA são ótimas se uma vacina tiver que ser construída o mais rápido possível, é uma tecnologia que pode nos dar uma vacina dentro de um ano.

RNA é ácido ribonucleico, uma molécula que regula a atividade celular. Existem diferentes tipos, mas o RNA mensageiro (mRNA) diz às células como fazer proteínas. Proteínas executam quase todas as funções do corpo humano.

A China decodificou a sequência genética do coronavírus SARS-CoV-2 e a tornou pública em 10 de janeiro de 2020. Isso deu início à pesquisa genética em alta velocidade ao redor do mundo, focando nas espículas de proteína do vírus que o circundam como uma coroa. Com a sequência do vírus, uma proteína da espícula pode ser feita sinteticamente em um tubo de ensaio, ou um gene pode ser feito, seja com DNA ou RNA mensageiro.

Na produção de vacinas de DNA ou RNA pode-se pular toda a produção de laboratório. A pessoa é injetada e suas células pegam o RNA e sabem o que fazer. Elas fazem o antígeno (a proteina do vírus) diretamente. E o RNA pode ser sintetizado em grandes quantidades.

Em uma vacina mRNA, o código genético de um antígeno é copiado, e seu RNA é injetado no corpo. O RNA instrui células selecionadas no corpo a produzir o antígeno. O RNA vai expressar fragmentos de proteína de antígeno, o que alerta o sistema imunológico do corpo para começar a produzir anticorpos protetores.

Testes de segurança e eficácia de vacinas levam meses

A Food and Drug Administration dos EUA (e outras agências regulatóriscomo a EMEA na Europa e a ANVISA no Brasil) aprova e licencia uma vacina antes do uso público. As vacinas são desenvolvidas em laboratórios e testadas em animais antes de testes clínicos com voluntários humanos.

Os testes clínicos se concentram na segurança. Vacinas são dadas a adultos saudáveis antes que os pacientes de verdade as recebam.

Os testes são realizados em fases. Em testes pré-clínicos, a vacina é testada em animais para medir toxicidade, eficiência da dosagem e métodos para administrá-la, incluindo via oral, forma por injeção, spray intranasal e outros. Se a vacina protege em modelos animais, ela pode ser feita pura o suficiente para ser testada em humanos.

Os testes de segurança e eficácia normalmente continuam com:

Voluntários adultos e pessoas com a doença ou condição são injetados com a vacina experimental e monitorados para eficácia e efeitos colaterais por vários meses. Número de pessoas envolvidas: 20 a 100.

Os estudos clínicos ampliam para 100 a 300 voluntários com a doença ou condição que têm a mesma idade e saúde física daqueles para os quais a vacina se destina. Estudos podem levar vários meses a dois anos.

A vacina é administrada para 300 a 3.000 voluntários expostos à doença ou condição e testada para segurança e eficácia ao longo de um a quatro anos.

Testes contínuos incluem revisão e aprovação de órgãos de saúde para ter certeza que a vacina é eficaz e segura para uso público. A quarta fase é a vigilância pós-marketing, que monitora os efeitos a longo prazo da vacina. A vacina pode ser retirada do mercado, se necessário.

No caso da COVID-19 os pesquisadores estão acelerando as 3 fases inicias acima para termos vacinas prontas para uso público em 12 a 18 meses.

Esforço internacional de vacinas

Várias empresas de biotecnologia, agências governamentais, universidades e outras organizações fizeram parcerias em todo o mundo em um esforço para encontrar uma vacina contra o coronavírus. Hoje este número está acima de 100 instituições.

Um dos maiores esforços é coordenado pela Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias, uma parceria global que trabalha com empresas, organizações públicas e grupos filantrópicos para acelerar o desenvolvimento de vacinas. Está sediada em Oslo, Noruega.

Fonte: este artigo foi baseado e modificado em publicação do periódico USA Today, de onde as figuras de produção de vacinas foram retirados: https://www.usatoday.com/in-depth/news/2020/03/09/biotech-international-effort-makes-big-push-for-coronavirus-vaccine/4927298002/

À medida que o Coronavírus se espalha, muitas perguntas e algumas respostas

A rápida propagação do coronavírus agora chamado COVID-19 provocou alarme em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência sanitária global, e muitos países estão enfrentando um aumento nos casos confirmados. Nos EUA, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) aconselham as pessoas a estarem preparadas para interrupções na vida cotidiana que serão necessárias se o coronavírus se espalhar dentro das comunidades. O Brail e vários outros países devem estar com atitudes proativas, e não reativas, neste momento.

Saiba mais sobre o COVID-19 e como se proteger

O que é coronavírus?

Os coronavírus são uma causa extremamente comum de resfriados e outras infecções respiratórias superiores.

O que é COVID-19?

COVID-19, abreviação de “coronavirus disease 2019” (Doença do Coronavírus 2019), é o nome oficial dado pela Organização Mundial da Saúde à doença causada por este coronavírus recém-identificado.

Quantas pessoas têm COVID-19?

Os números estão mudando rapidamente. As informações mais atualizadas estão disponíveis na Organização Mundial da Saúde e nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Aqui você tem números atualizados a todo o momento:

https://gisanddata.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6

Quais são os sintomas do COVID-19?

Algumas pessoas infectadas com o vírus não têm sintomas. Quando o vírus causa sintomas, os comuns incluem febre de baixo grau, dores no corpo, tosse, congestão nasal, coriza e dor de garganta. No entanto, o COVID-19 pode ocasionalmente causar sintomas mais graves, como febre alta, tosse severa e falta de ar, o que muitas vezes indica pneumonia. Em torno de 80% das pessoas fazem uma doença leve a moderada, 10 a 14% evoluem para a doença mais agressiva, em geral pessoas com faixa etária acima dos 60 anos e portadoras de doenças crônicas como diabetes, doenças autoimunes, bronquite crônica, enfisema ou câncer.

Quanto tempo entre quando uma pessoa é exposta ao vírus e quando começa a apresentar sintomas?

Como este coronavírus acaba de ser descoberto, o tempo de exposição ao início dos sintomas para a maioria das pessoas ainda não foi determinado. Com base nas informações atuais, os sintomas podem aparecer logo após três dias de exposição até 14 dias depois.

Como o coronavírus se espalha?

Acredita-se que o coronavírus se espalhe principalmente de pessoa para pessoa. Isso pode acontecer entre indivíduos que estão em contato próximo uns com os outros. Gotículas que são produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra pode cair na boca ou nariz de pessoas que estão próximas, ou possivelmente são inaladas em seus pulmões. O coronavírus também pode se espalhar pelo contato com superfícies ou objetos infectados. Por exemplo, uma pessoa pode obter COVID-19 tocando uma superfície ou objeto que tem o vírus sobre ele e, em seguida, tocando sua própria boca, nariz ou seus olhos.

Quando as pessoas são mais contagiosas?

As pessoas são consideradas mais contagiosas quando são mais sintomáticas. No entanto, houve alguns relatos de coronavírus se espalhando antes que as pessoas de seus contatos apresentassem sintomas.

Quão mortal é o COVID-19?

As informações originais da China provavelmente superestimaram o risco de morte pelo vírus. Neste momento parece que o risco de doenças e mortes muito graves é menor do que era para o SARS e o MERS, epidemias de coronavírus que ocorreram em 2003 e 2014 respectivamente. As estatísticas no momento apontam para índice de mortalidade de 3,4%, mas isto tem variado de país para país. O número exato e correto ainda não sabemos.

Quem corre o maior risco de ficar muito doente com o COVID-19?

Pessoas mais velhas e aquelas com problemas médicos subjacentes como bronquite crônica, enfisema, insuficiência cardíaca ou diabetes, são mais propensas a desenvolver doenças graves.

O tempo quente faz parar o surto de COVID-19?

Alguns vírus, como o resfriado comum e a gripe, se espalham mais quando o tempo está mais frio. Mas ainda é possível adoecer com esses vírus durante os meses mais quentes. Neste momento não sabemos se a propagação do COVID-19 diminuirá quando o tempo esquentar, apenas nos últimos dias tivemos casos em países e continentes em que o clima ainda é de verão.

O que posso fazer para proteger a mim e aos outros do COVID-19?

As seguintes ações ajudam a prevenir a propagação do COVID-19, bem como outros coronavírus e Influenza:

  • Evite contato próximo com pessoas doentes.
  • Evite tocar seus olhos, nariz e boca.
  • Fique em casa quando estiver doente.
  • Cubra sua tosse ou espirre com um lenço, em seguida, jogue-o no lixo. De preferência lixo com tampa.
  • Limpe e desinfete frequentemente objetos e superfícies tocadas usando um spray ou produto normal de limpeza doméstica.
  • Lave as mãos com água e sabão. Ou uso álcool-gel no bolso ou na bolsa.

O que preciso saber sobre lavar minhas mãos efetivamente?

Lave as mãos muitas vezes com água e sabão por pelo menos 20 segundos, especialmente depois de ir ao banheiro; antes de comer; e depois de assoar o nariz, tossir ou espirrar. Se o sabão e a água não estiverem prontamente disponíveis, use um desinfetante para as mãos à base de álcool com pelo menos 70% de álcool, cobrindo todas as superfícies de suas mãos e esfregando-as juntas até que se sintam secas. Lave sempre as mãos com água e sabão se as mãos estiverem visivelmente sujas.

Veja o vídeo no YouTube sobre como lavar as mãos de forma a higienizá-las corretamente:  

https://youtu.be/fUHn1dFWx_o

Devo usar uma máscara facial?

Siga as recomendações de saúde pública onde você mora. Máscaras faciais simples não são recomendadas para o público em geral porque não filtram os vírus do ar que você respira. Em outras palavras, eles passam pela barreira representada pela máscara. Apenas as máscaras chamadas N95 fazem esta filtragem. Algumas unidades de saúde exigem que as pessoas usem a máscara N95 em certas circunstâncias. Com certeza naquelas instituições que estão lidando com pessoas já diagnosticadas com mo Coronavírus. Se você tem sintomas respiratórios como tosse ou espirro, especialistas recomendam usar uma máscara para proteger outras pessoas. Isso pode ajudar a conter gotículas contendo qualquer tipo de vírus, incluindo a gripe, e proteger qualquer pessoa que esteja a pelo menos 1 metro da pessoa infectada.

É seguro viajar de avião?

Mantenha-se atualizado com as assessorias de viagem e agências reguladoras. Esta é uma situação em rápida mudança. Dois atendentes de vôo da empresa aérea British Airways pegaram a doença, conforme notícias de início de março (quando escrevo este apanhado geral sobre a epidemia). Qualquer um que tenha febre e sintomas respiratórios não deve voar se possível. Mesmo que uma pessoa tenha sintomas que pareçam apenas um resfriado, ele ou ela deve usar uma máscara dentro do avião, assim estará protegendo outros passageiros. Lembre-se que os filtros de aviões não estão planejados para filtrar partículas virais, que são das mais pequenas conhecidas como microorganismos infectantes.

Existe uma vacina disponível?

Nenhuma vacina está disponível, embora os cientistas comecem a testar em humanos uma vacina muito em breve. Espera-se uma vacina para cobertura em massa da população apenas para 2021.

Uma pessoa que teve coronavírus pode ser infectada de novo?

Embora ainda não saibamos a resposta, a maioria das pessoas provavelmente desenvolveria imunidade a curto prazo ao coronavírus específico que causa o COVID-19. No entanto, você ainda estaria suscetível a uma infecção diferente de coronavírus. Ou, este vírus em particular pode sofrer mutação, assim como o vírus da gripe faz a cada ano. Muitas vezes essas mutações mudam o vírus o suficiente para torná-lo suscetível, porque seu sistema imunológico acha que é uma infecção que nunca viu antes. O Coronavírus da epidemia atual já mutou 2 vezes: quando pulou de um animal (talvez morcegos) para um ser humano, e quando foi detectada na China uma nova forma diferente do vírus inicial, hoje chamadas formas S (original) e L (nova mutação, mais agressiva). Há 1 caso descrito de pessoa infectada pelas duas formas do vírus ao mesmo tempo.

Quanto tempo o coronavírus que causa o COVID-19 pode sobreviver nas superfícies?

Ainda não sabemos quanto tempo o coronavírus pode sobreviver em superfícies como plástico, porcelana, granito, aço ou cobre. Enquanto isso, o CDC recomenda a limpeza de superfícies e objetos tocados com frequência todos os dias. Estes incluem balcões, mesas, maçanetas, luminárias para banheiros, banheiros, telefones, teclados e mesas de cabeceira. Se as superfícies estiverem sujas, primeiro limpe-as usando um detergente e água, em seguida, desinfete-as. Uma lista de produtos adequados para uso contra o COVID-19 está disponível aqui. Detergentes comuns usados na cozinha matam o vírus, que tem dupla camada de gordura na sua superfície. O vírus da SARS de 2003 foi testado em várias superfícies, quando ficou claro que sobrevive muitos dias em superfície de metal inoxidável, como nos eletrodomésticos da cozinha.

Estou tomando um remédio que suprime meu sistema imunológico. Devo parar de tomá-lo para que eu tenha menos chance de ficar doente do coronavírus?

Se você contrair o vírus, sua resposta a ele dependerá de muitos fatores, apenas um deles é tomar medicação que suprime seu sistema imunológico. Além disso, parar a medicação por conta própria pode fazer com que sua condição subjacente piore. E o mais importante, não tome essa decisão sozinho. É sempre melhor não ajustar a dose ou parar de tomar uma medicação prescrita sem antes falar com o médico que prescreveu a medicação.

Uma vacina pneumocócica vai ajudar a me proteger contra coronavírus?

Vacinas contra pneumonia, como vacina pneumocócica e vacina contra Haemophilus tipo B (Hib), só ajudam a proteger as pessoas dessas infecções bacterianas específicas. Eles não protegem contra nenhuma pneumonia coronavírus, incluindo a que causa COVID-19. No entanto, embora essas vacinas não protejam especificamente contra o coronavírus COVID-19, elas são altamente recomendadas para proteger contra outras doenças respiratórias. Aproveite e já faça vacinas contra a gripe assim que disponíveis.

O que posso fazer para me preparar para um surto de COVID-19?

Para sua paz de espírito, e também de sua família, tente planejar com antecedência um possível surto. Por exemplo, se houver um surto em sua comunidade, você pode não ser capaz de chegar a uma loja, ou as lojas podem estar sem suprimentos, por isso será importante para você ter suprimentos extras em mãos. Converse com familiares e entes queridos sobre como eles poderiam cuidados se adoecessem, ou o que seria necessário para cuidar deles em sua casa. Considere o que você pode fazer se a escola ou creche do seu filho fechar, ou se você precisar ou for convidado a trabalhar em casa, o que vários indivíduos estão já praticando. Mantenha-se atualizado com recursos de notícias confiáveis, como o site do seu departamento de saúde local. Se sua cidade ou bairro tiver um site ou página de mídia social, considere juntar-se a ele para manter o acesso aos vizinhos, informações e recursos.

Que tipos de medicamentos e suprimentos de saúde devo ter em mãos para uma estadia prolongada em casa?

Tente estocar pelo menos 30 dias de qualquer prescrição necessária de medicamentos. Certifique-se de que você também tem medicamentos mais simples, sem prescrição médica, e outros suprimentos de saúde em mãos. São suprimentos médicos e de saúde:

  • medicamentos prescritos
  • suprimentos médicos prescritos, como glicose e equipamento de monitoramento da pressão arterial, cateteres, fraldas e outros
  • remédios para febre e dor, como acetaminofeno ou ibuprofeno
  • remédio para tosse e diarréia
  • termômetro
  • fluidos com sais minerais, como água de côco e tônicos hidratantes vendidos em super-mercados
  • sabão e álcool-gel desinfetante para as mãos
  • lenços de papel, papel higiênico, absorventes, guardanapos sanitários
  • sacos de lixo

Devo manter comida extra em casa? De que tipo?

Considere manter um fornecimento de 2 semanas a 30 dias de alimentos não perecíveis em casa. Esses itens também podem ser úteis em outros tipos de emergências, como quedas de energia ou tempestades.

Exemplos de alimentos para ter em casa:

  • carnes enlatadas, frutas, legumes e sopas
  • frutas congeladas, legumes e carne
  • proteínas ou barras de frutas
  • cereal seco, farinha de aveia ou granola
  • manteiga de amendoim ou nozes
  • macarrão, pão, arroz e outros grãos
  • feijão enlatado
  • caldo de frango, tomates enlatados, molho de macarrão
  • óleo para cozinhar, farinha, açúcar
  • biscoitos
  • café, chá, leite longa vida, sucos enlatados
  • água engarrafada
  • enlatados ou alimentos para bebê e fórmulas
  • alimentos que você aprecia (chocolates…)
  • suprimentos domésticos como detergente de lavanderia e limpeza doméstica.

O que devo fazer se acho que eu ou alguém da família podemos ter uma infecção pelo COVID-19?

Primeiro ligue para seu médico ou pediatra para conselhos. Se você não tem um médico e está preocupado que você ou seu filho possam ter COVID-19, entre em contato com seu departamento de saúde local, ou para quem você foi orientado pelos meios de comunicação e/ou midias sociais. Eles podem direcioná-lo para o melhor lugar para avaliação e tratamento em sua área, inclusive também para fazer o teste de laboratório para diagnóstico. É melhor não procurar atendimento médico em um pronto-socorro a menos que você tenha sintomas de doença grave, porque você pode estar com resfriado comum e lá poderá se infectar com quem de fato tem o Coronavírus. Os sintomas graves incluem alta ou muito baixa temperatura corporal, falta de ar, confusão ou sensação de que você pode desmaiar. Se possível ligue para o departamento de emergência com antecedência para avisar a equipe que você está vindo, para que eles possam estar preparados para sua chegada. Isto principalmente se você chegou de viagem de algum país com maior índice de contaminação do povo.

Como saberei se tenho COVID-19 ou gripe normal?

O coronavírus causa uma doença caracterizada pelos mesmos sintomas que uma pessoa com um resfriado ruim ou gripe experimentaria. E, como a gripe, os sintomas podem progredir e se tornar um risco para a vida. É mais provável que seu médico suspeite de coronavírus se você tiver sintomas respiratórios e tiver viajado para a China ou outro país com maiores índices de contaminação, ou ter sido exposto a pessoas suspeitas de ter COVID-19.

Como alguém é testado para COVID-19?

Um teste especializado deve ser feito para confirmar que uma pessoa tem COVID-19. O exame chama-se RT-PCR (Reação de Polimerase em Cadeia por Transcriptase Reversa), que checa a sequência genética, os próprios gens, do Coronavírus.

Existe um tratamento antiviral para COVID-19?

Atualmente não há tratamento antiviral específico para covid-19. Cuidado com fake news, que lhe dão sensação falsa de segurança. Veja o vídeo com vários exemplos de fake news acerca do tratamento desta epidemia:

https://youtu.be/kB5MkSrj5aY

Quais tratamentos estão disponíveis para tratar o coronavírus?

Atualmente não há tratamento antiviral específico para COVID-19. No entanto, semelhante ao tratamento de qualquer infecção viral, essas medidas podem auxiliar:

  • Auto-isolamento em casa, com portas fechadas e janelas abertas, de preferência em um quarto usado apenas pelo doente
  • Receber alimentos e todo o necessário pela janela, adaptar o necessário se estiver em apartamento
  • Não receber nenhum visitante
  • Manter-se aquecido e bem hidratado
  • Tomar acetaminofeno, ibuprofeno ou naproxeno para reduzir a febre (se muito elevada) e aliviar dores
  • Usar sacos de lixo duplos e lixo com tampa
  • Familiares na casa devem usar máscara N95, luvas e outros materiais descartáveis e evitar contato direto com o doente.

Posso infectar meu animal de estimação, ou pegar a doença a aprtir do meu pet?

Não houve relatos de animais de estimação ou outros animais adoecendo com COVID-19, mas ainda é recomendável que as pessoas doentes com COVID-19 limitem o contato com animais até que mais informações sejam conhecidas. Se você deve cuidar do seu animal de estimação ou estar perto de animais enquanto estiver doente, lave as mãos antes e depois de interagir com animais de estimação e use uma máscara facial – para impedir que o vírus passe de você ao animal.

Como posso me proteger enquanto cuido de alguém que pode ter COVID-19?

Você deveria tomar muitas das mesmas precauções que você faria se você estivesse cuidando de alguém com gripe. Fique em outro quarto ou se separe da pessoa o máximo possível. Use um quarto e banheiro separados, se disponível. Certifique-se de que os espaços compartilhados em casa tenham um bom fluxo de ar. Ligue um ar condicionado ou abra uma janela. Lave as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos ou use um desinfetante para as mãos à base de álcool que contenha pelo menos 70% de álcool, cobrindo todas as superfícies de suas mãos e esfregando-as juntas até que se sintam secas. Use água e sabão se as mãos estiverem visivelmente sujas. Evite tocar seus olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.

Precauções extras: você e a pessoa devem usar uma máscara facial se você estiver na mesma sala. Use uma máscara facial descartável e luvas quando você tocar ou tiver contato com o sangue, fezes ou fluidos corporais da pessoa, como saliva, escarro, muco nasal, vômito, urina. Jogue fora máscaras e luvas descartáveis depois de usá-las. Não reutilize. Primeiro remova e jogue fora as luvas. Em seguida, limpe imediatamente as mãos com sabão e água ou desinfetante para as mãos à base de álcool. Em seguida, remova e jogue fora a máscara facial e limpe imediatamente as mãos novamente com sabão e água ou desinfetante para as mãos à base de álcool. O ritual é moroso, mas assim você estará melhor protegido(a). Não compartilhe utensílios domésticos como pratos, copos, xícaras, utensílios, toalhas, roupas de cama ou outros itens com a pessoa que está doente. Depois que a pessoa usar esses itens, lave-os completamente. Limpe todas as superfícies de “alto uso e toque”, como balcões, mesas, maçanetas, utensílios de banheiro, banheiros, telefones, teclados, tablets e mesas de cabeceira, todos os dias. Além disso, limpe todas as superfícies que possam ter sangue, fezes ou fluidos corporais sobre eles. Use um spray de limpeza doméstico. Está já comprovado que 90% das superfícies em quarto de pessoa com o Coronavírus estão contaminadas pelo vírus, um WC que o paciente utilize terá 60% das superfícies contaminadas. Lave bem a roupa. Remova imediatamente e lave roupas ou roupas de cama que tenham sangue, fezes ou fluidos corporais sobre eles. Use luvas descartáveis enquanto manuseia itens sujos e mantenha os itens sujos longe do corpo. Limpe as mãos imediatamente após remover as luvas. Coloque todas as luvas descartáveis usadas, máscaras faciais e outros itens contaminados em um recipiente forrado antes de descartá-los com outros resíduos domésticos. Se for saco de lixo, utilize dois sacos superpostos e feche bem. Limpe as mãos (com água e sabão ou um desinfetante para as mãos à base de álcool) imediatamente após manusear esses itens.

Meus pais são mais velhos, o que os coloca em maior risco para COVID-19, e eles não moram perto. Como posso ajudá-los se eles adoecem?

Cuidar à distância pode ser estressante. Comece falando com seus pais sobre o que eles precisariam caso adoeçam. Reponha uma lista única de contatos de emergência para sua referência e de seus pais, incluindo médicos, familiares, vizinhos e amigos. Inclua informações de contato para o departamento de saúde pública local. Você também pode ajudá-los a planejar com antecedência. Por exemplo, peça aos seus pais para dar aos vizinhos ou amigos um conjunto de chaves da casa. Faça check-in regularmente por telefone, Skype, WhatsApp ou como quiser manter contato.

Modificado a partir de:

https://www.health.harvard.edu/diseases-and-conditions/coronavirus-resource-center

Vacinas são causa de autismo? NÃO!!!

Tendo como base a situação de muitos pais não vacinarem seus filhos com medo que vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola provoquem autismo, pesquisadores da Dinamarca acompanharam 657.461 crianças nascidas de 1999 até 2010.

Pouco mais de 6.500 crianças desenvolveram autismo no período de observação (129 novos casos por 100.000), com distribuição igual nos grupos de crianças vacinadas ou não vacinadas. Também não houve aumento do diagnóstico de autismo em a) famílias com outras crianças com a doença, b) com fatores de risco (definidos no trabalho) ou c) recebimento de outras vacinas.

A conclusão dos autores é que este estudo dá forte suporte à noção de que vacinas não geram autismo, não são desencadeadoras de autismo em crianças suscetíveis (com casos na família), nem vacinação gera grupos de crianças autistas em determinadas áreas geográficas.

O número de crianças e o período de tempo de observação confere grande poder estatístico às observações.

Referência original em inglês:

https://annals.org/aim/fullarticle/2727726/measles-mumps-rubella-vaccination-autism-nationwide-cohort-study

Atualização sobre vacinas para pacientes imunossuprimidos

Quem são pacientes imunossuprimidos?

Pacientes imunossuprimidos são aqueles com as seguintes condições principais:

– doenças autoimunes {lupus, artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante, síndrome de Sjögren, polimiosites, esclerodermia, vasculites}

– em uso de terapia imunossupressora {no caso de pacientes reumáticos seriam medicamentos como metotrexate, hidroxicloroquina, leflunomida, azatioprina, ciclofosfamida, ou agentes biológicos modernos, como adalimumabe, etanercepte, rituximabe, abatacepte, etc}

– HIV

– transplantados

– neoplasias malignas

– imunodeficiências.

Se você se enquadra em alguma das situações acima esta postagem é para você, que poderá se proteger de várias doenças infecciosas sem problemas maiores. Veja os quadros abaixo, discuta com seu médico e não deixe de efetuar as vacinas recomendadas para crianças ou adultos. Vacinas salvam vidas sem dúvida, são um dos grandes avanços da Medicina no século XX.

Uma palavra importante: não dê ouvidos para as histórias que circulam na Internet ou via comadres novidadeiras sobre autismo em crianças vacinadas. O pediatra que disseminou estas falsas informações foi condenado nos Estados Unidos por falsificar dados científicos.

  • Vacinas que você NÃO DEVE APLICAR
Sarampo Caxumba Rubéola
Herpes zoster Febre amarela Polimiolite oral
Rotavirus Tuberculose Febre tifoide oral

Estas vacinas acima possuem vírus ou bactérias vivas ou atenuadas. Elas podem gerar infecções graves na pessoa a quem deveriam gerar proteção, e/ou a pessoa não forma os anticorpos protetores.

 

  • Vacinas que você PODE APLICAR
Febre tifóide injetável Cólera oral Hepatites A e B Difteria
Raiva Tétano Pneumococo* Meningite
Haemophilus Poliomielite injetável Gripe (influenza)** HPV***

Estas vacinas acima possuem vírus ou bactérias inativadas, e são portanto em geral seguras, não causam infecção mesmo em pessoas com o sistema imunológico comprometido.

* Realizar a vacina contra penumonia por Pneumococo 13 no primeiro ano, com reforço para Pneumococo 23 no segundo ano

** Vários imunologistas recomendam dose extra da vacina contra gripe após 30 dias, para garantir boa formação de anticorpos protetores em pessoas imunossuprimidas por doença autoimune ou por seu tratamento. Recomendo a vacinação anual para gripe devido à mutação intensa destes vírus em particular e, principalmente, para casos que podem ser letais, como de gripe A.

*** Uma palavra sobre a vacina contra HPV: neste caso tem-se recomendado a vacinação com 3 doses sequenciais aos tempos 0, 1 a 2, e 6 meses para pessoas até os 26 anos de idade e que apresentem doenças autoimunes ou façam uso de terapia imunossupressora

ATENÇÃO

Antes de efetuar qualquer vacina discuta com seu médico, principalmente se tiver alergia prévia a alguma das vacinas apontadas ou à clara de ôvo (várias vacinas são geradas em culturas que utilizam este meio).

Segundo post sobre a vacinação 2016: tudo que você queria saber sobre a vacinação para gripe

Público alvo: leigo.

Recebi ontem, partindo da Sociedade Brasileira de Reumatologia, texto sobre a vacinação para gripe 2016. As dúvidas de meus pacientes são muitas, e a falta de vacinas nas redes privada e pública deixa as pessoas em pânico. Eu próprio ainda não consegui me vacinar. Leia e esclareça tudo sobre a vacinação contra gripe.

Influenza – informe 2016

Aspectos clínicos – Sinais e sintomas

Infecção aguda das vias aéreas que cursa com febre em media com 6 dias de evolução. A febre geralmente é mais acentuada em crianças.

Os demais sinais e sintomas são habitualmente de aparecimento súbito, como: tosse seca,  rinorreia, calafrios, mal-estar, cefaleia, mialgia, dor de garganta, artralgia e prostração. Podem ainda estar presentes: diarreia, vômito, fadiga, rouquidão e hiperemia conjuntival.

As queixas respiratórias, com exceção da tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se, em geral, por três a quatro dias após o desaparecimento da febre. A tosse, a fadiga e o mal-estar frequentemente persistem pelo período de uma a duas semanas.

Vacina

“A vacinação é a intervenção mais importante na redução do impacto da influenza.”

A vacinação anual contra influenza é a principal medida utilizada para se prevenir a doença, reduzindo o agravamento da doença, especificamente aos grupos de maior vulnerabilidade e com maior risco para desenvolver complicações.

É recomendada vacinação anual contra influenza para os grupos-alvos definidos pelo Ministério da Saúde, mesmo que já tenham recebido a vacina na temporada anterior, pois se observa queda progressiva na quantidade de anticorpos protetores. Esta recomendação é válida mesmo quando a vacina indicada contém as mesmas cepas utilizadas no ano anterior.

Vacina muda todo ano: A vacina de gripe é atualizada todos os anos para adequá-la aos vírus circulantes naquela estação e sua composição é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

As vacinas influenza utilizadas em nosso país até o ano passado eram trivalentes, contendo uma cepa A/H1N1, uma cepa A/H3N2 e uma cepa B. As novas vacinas quadrivalentes licenciadas em 2015 contemplam, além dessas três, uma segunda cepa B. Ambas as vacinas, tri e tetravalente, são inativadas e não possuem adjuvantes em sua composição. O perfil de segurança é o mesmo.

Segundo o Ministério da Saúde, a campanha de vacinação acontece em todo o Brasil de 30 de abril a 20 de maio.

 NOTA IMPORTANTE:

Enquanto a campanha Nacional não começa, algumas cidades do noroeste do estado de São Paulo – onde o número de casos de H1N1 cresceu muito este ano – estão vacinando os grupos prioritários com lotes da vacina de 2015 solicitados ao Ministério da Saúde.

Esta estratégia é valida para controle da gripe causada por influenza H1N1, o qual não sofreu mudanças em comparação à do ano passado, por isso os lotes de 2015 são eficazes contra a H1N1.

Porém, essa iniciativa pode gerar falsa impressão de proteção para a sazonalidade de 2016, o que pode fazer a população não comparecer à campanha de vacinação anual que começa oficialmente dia 30/04 em todo país. 

A Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) destacou ser necessário atualizar a vacina, uma vez que a vacina para 2016 é composto por duas cepas diferentes da temporada de 2015. A proteção contra os outros dois vírus da gripe – H3N2 e Influenza B – ficaria  comprometida.

Caso a pessoa receba a vacina de influenza 2015, a OPAS e o Ministério da Saúde alertaram que ela deverá também ser vacinada durante a campanha de 2016 para garantir a proteção contra as cepas dos vírus influenza circulantes neste ano.

Crianças com menos de 9 anos de idade, primo vacinadas, necessitam de segunda dose da vacina com intervalo de um mês para serem consideradas vacinadas.

Dúvidas frequentes:

  • Há algum grupo prioritário para receber a vacina quadrivalente?

As recomendações para as vacinas quadrivalentes são as mesmas que aquelas previstas para as vacinas trivalentes. Portanto, é importante lembrar que os grupos de maior risco para as complicações e óbitos por influenza não devem deixar de se vacinarem utilizando a vacina que estiver disponível. Para idosos, gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos acesso gratuito a vacina na rede pública. Os demais grupos de risco, portadores de doenças crônicas e comorbidades, em qualquer faixa etária nos CRIEs.

  • A vacina pode ser aplicada simultaneamente com outras vacinas?

Tanto as vacinas trivalentes, como as vacinas quadrivalentes podem ser aplicadas simultaneamente com as demais vacinas do calendário da criança, adolescente, adulto ou idoso.

  • A vacina pode ser utilizada em imunodeprimidos?

Sendo esta uma vacina inativada, não há restrições de uso em populações imunocomprometidas, que tem a indicação de vacinação especialmente reforçada.

Condições e fatores de risco para complicações – indicação da vacina pelo MS

  • Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto.
  • Adultos ≥ 60 anos.
  • Crianças < 5 anos
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade:Imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias, HIV/aids ou outros.

 Tratamento: uso de antivirais na infecção por Influenza

Os antivirais fosfato de oseltamivir (Tami u®) e zanamivir (Relenza®) são medicamentos utilizados contra o vírus influenza. O tratamento com o antiviral, de maneira precoce, iniciado até 48 horas do início dos sintomas, pode reduzir a duração dos sintomas e, principalmente, a redução da ocorrência de complicações da infecção.

O Ministério da Saúde ressalta que todos os Estados estão abastecidos com o Fosfato de Oseltamivir, medicamento para tratar a doença, que devem disponibilizá-lo em suas unidades de saúde. É importante que o medicamento seja administrado nas 48 horas a partir do início dos sintomas.

Outras informações podem ser obtidas nos seguintes endereços:

www.saude.gov.br/svs (Secretaria de Vigilância em Saúde/MS)

www.who.int/en/ (Organização Mundial da Saúde)

WHO vigilância e monitoramento- www.who.int/influenza/surveillance_monitoring/en/

WHO influenza – www.who.int/influenza/en/

www.paho.org (Organização Pan-Americana da Saúde)

www.cdc.gov (Centers for Disease Control and Prevention)

www.anvisa.gov.br (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)

www.sbim.com.br (Sociedade Brasileira de Imunização)

MS- portalsaude.saude.gov.br/index.php/o- ministerio/principal/secretarias/svs/influenza

Vacinação contra a gripe em pacientes reumáticos.

Público alvo: leigo.

Os Emails e mensagens não cessam neste outono, com o questionamento sobre o emprego da vacina contra a gripe por parte de quem é paciente reumático. Mais ainda por parte daqueles que utilizam medicação imunomoduladora ou imunossupressora.

Minha recomendação: sim, você deve fazer a vacina da gripe, cuja formulação apresenta virus inativados – não há risco de você pegar a doença, já que os microorganismos estão mortos. Utilize de preferência a vacina tetravalente, oferecida na rede particular. A forma tetravalente infelizmente não será oferecida pelo governo, que distribuirá a vacina trivalente. Mas as duas formas de vacina conferem proteção contra a gripe H1N1, o que é o mais importante no final da história.

Outro detalhe: pessoas imunossuprimidas devem fazer um reforço da vacina depois de 30 dias da primeira dose, já que a formação de anticorpos protetores não é a ideal após uma única dose. Tenho usado esta estratégia em meus pacientes nos últimos anos, com sucesso e sem aumento de para-efeitos da vacina.

Informe-se mais sobre a vacina da gripe clicando nos links:

https://www.youtube.com/watch?v=A5Q-N3dP7nQ&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=djRomCtns0A&feature=youtu.be