O Dr. Carlos Galia é professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Chefe dos Serviços de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Clínicas e do Hospital Moinhos de Vento em Porto Alegre, RS.
Aqui estão alguns artigos da literatura médica, você pode ler e chegar a suas conclusões. Note que pode haver conflitos de interesse nas publicações, o primeiro artigo é feito por funcionários de empresa da Suíça que vende suplemento com sementes de abóbora. Já o segundo investiga um produto à vendas como cuplemento e os autores dizem não ter interesse comercial, porém a indústria pode ter pago o produto utilizado na pesquisa e também várias outras despesas.
Artigo médico 1
Efeitos de um extrato de semente de abóbora hidroetodólica sem óleo na frequência e gravidade dos sintomas em homens com hiperplasia prostática benigna: um estudo piloto em humanos
A maioria dos homens é afetada pela hiperplasia prostática benigna sintomática (HPB) de uma certa idade. Extratos botânicos são frequentemente utilizados no manejo precoce dos sintomas. Em um estudo piloto monocentro de braço único, foram investigados os efeitos de um extrato proprietário de sementes de abóbora hidroetodólica sem óleo sobre os sintomas da HPB. Um total de 60 homens (62,3 anos [intervalo de confiança de 95%): 60,3-64,3 anos)) com um Escore Internacional de Sintomas da Próstata (IPSS) total de 14,8 (9 IC5%: 13,5-16,1) participou entre janeiro de 2017 e outubro de 2017 no estudo ingerindo o extrato de semente de abóbora hidroetodólica sem óleo uma vez por dia antes de ir para a cama durante 3 meses. Foi avaliada a alteração do IPSS dentro do período de tratamento. A frequência de nocturia foi registrada pelo diário da bexiga, e o volume de urina residual pós-evoide foi determinado através de ultrassom. Entre a linha de base e após 12 semanas de suplementação, foi observada uma redução significativa dos sintomas de uma média de 30,1% (IC95%: 23,1-37,1) para o IPSS total. O alívio dos sintomas teve alto impacto na qualidade de vida (P < 0,0001) e foi significativo após 8 e 12 semanas de intervenção (P < .001). A nocturia diminuiu significativamente ao longo do tempo (P < 0,0001), conforme confirmado pelo questionário IPSS e diário de bexiga. O volume de urina residual pós-evoide foi significativamente reduzido ao final da intervenção (linha de base: 83,67 mL [IC 95%: 58,02-109,3]; após 12 semanas: 63,11 mL [IC 95%: 45,37-80,85]; P = 0,0394). Esses resultados indicam que o extrato de sementes de abóbora hidroetodólica sem óleo parece ser um extrato vegetal muito tolerável e adequado para apoiar benefícios à saúde em um sofrimento coletivo de sintomas relacionados à hipertrofia da próstata sem a necessidade de tratamento médico.
J Med Food . 2019 Jun;22(6):551-559. doi: 10.1089/jmf.2018.0106. Epub 2019 Apr 24. Effects of an Oil-Free Hydroethanolic Pumpkin Seed Extract on Symptom Frequency and Severity in Men with Benign Prostatic Hyperplasia: A Pilot Study in Humans. Martin Leibbrand 1, Simone Siefer 2, Christiane Schön 2, Tania Perrinjaquet-Moccetti 3, Albert Kompek 4, Anca Csernich 4, Franz Bucar 5, Matthias Heinrich Kreuter 3
Artigo médico 2
Prospectivo Multicentro Open-Label One-Arm Trial Investigando uma semente de abóbora, isoflavonóides e mistura de cranberry em sintomas do trato urinário inferior/hiperplasia prostática benigna: um estudo piloto
A fitoterapia para sintomas do trato urinário inferior (LUTSs) devido à hiperplasia benigna da próstata (HPB) é progressivamente exigida pelos pacientes e confiável pelos médicos. O objetivo foi avaliar a eficácia de uma mistura de extrato de sementes de abóbora, isoflavonóides de germe de soja e cranberry (Novex®) no manejo de LUTS leves a moderados em pacientes com HPB. Foram recrutados pacientes do sexo masculino com idade ≥ 40 anos, que tinham LUTS leves a moderados durante >6 meses na triagem, sem terapia prévia ou que ainda são sintomáticos apesar do uso atual de bloqueadores alfa. Os critérios de exclusão foram um IPSS >19 e uma idade > 80 anos. O composto misto foi administrado oralmente, diariamente, por 3 meses. Os pacientes foram avaliados por meio de IPSS, índice urológico de qualidade de vida (uQoL) e Índice Internacional de Função Erétil (IIEF-5) em 3 consultas: linha de base (visita 1), 30 dias (visita 2) e 90 dias após o tratamento (visita 3). Dos 163 pacientes triados, foram recrutados 128 pacientes (61,8 ± 9,9 anos). O IPSS melhorou de 15 (Q1 : 12-Q3 : 17) na visita 1, para 11 (Q1 : 8-Q3 : 14) na visita 2, e para 9 (Q1 : 6-Q3 : 12) na visita 3 (p < 0,001). uQoL melhorou de 4 (3-4) na visita 1, para 3 (2-3) na visita 2, e para 2 (1-2) na visita 3 (p < 0,001). Os pacientes tiveram um escore IIEF-5 de 15 (12-18,7) na visita 1, 15 (12-18) na visita 2, e 17 (13-19) em visita 3 (p=0,99 visitas 1 vs. 2, p=0,004 visitas 2 vs. 3, e p=0,001 visitas 1 vs. 3). Tratar pacientes leves a moderados de LUTS/BPH com Novex® pode, portanto, aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e ter um leve efeito benéfico na função erétil.
Adv Urol . 2020 Jan 13;2020:6325490. doi: 10.1155/2020/6325490. eCollection 2020. Prospective Multicenter Open-Label One-Arm Trial Investigating a Pumpkin Seed, Isoflavonoids, and Cranberry Mix in Lower Urinary Tract Symptoms/Benign Prostatic Hyperplasia: A Pilot Study. Elie Nemr 1, Elie El Helou 1, Georges Mjaess 1, Albert Semaan 1, Josselin Abi Chebel 1
Artigo médico 3
O papel da Cucurbita pepo no manejo de pacientes afetados por sintomas do trato urinário inferior devido à hiperplasia prostática benigna: Uma revisão narrativa
Objetivo: Os compostos fitoterápicos são amplamente utilizados no tratamento de sintomas do trato urinário mais baixo (LUTS) relacionados à hiperplasia prostática benigna (BPH) devido a baixos perfis e custos de efeito colateral, alto nível de aceitação pelos pacientes e baixa taxa de abandono. Aqui, buscamos analisar todas as evidências disponíveis sobre o papel de Cucurbita pepo no tratamento do LUTS-BPH.
Material e métodos: Em maio de 2016 foi realizada uma busca sistemática na Biblioteca Nacional de Medicina Pubmed, banco de dados Scopus e no site oficial da Isi Web of Knowledge, a fim de identificar todos os estudos publicados sobre Cucurbita pepo e BPH. Foram utilizadas as seguintes cordas de pesquisa: “Cucurbita pepo” OU “semente de abóbora” e “próstata”; “Cucurbita pepo” E “antiandrogen” ou “antiproliferativo” OU “anti-inflamatório” OU “atividades antioxidantes”; “cucurbita pepo” OU “semente de abóbora” E “LUTS” E “melhora dos sintomas” OU “qualidade de vida”. Consideramos para a presente análise apenas estudos relacionados ao LUTS-BPH.
Resultados: Dentre todos os 670 selecionados, 16 foram relacionados ao LUTSBPH e finalmente analisados. Entre todos, dez deles foram realizados em “ambiente in vitro” mostrando efeito anti-inflamatório e antiandrógeno, e redução no crescimento da próstata e atividade destrusor, enquanto seis foram estudos clínicos. Em todos os estudos foi relatada uma melhoria no Escore Internacional de Sintomas Prostáticos (IPSS) e nos parâmetros de urofluxometria. Em 4 estudos foi relatada uma melhora na qualidade de vida.
Conclusão: Com base em nossa revisão narrativa, o uso de Cucurbita pepo na gestão de pacientes afetados pelo LUTS-BPH parece ser útil para melhorar os sintomas e a qualidade de vida. No entanto, futuros ensaios clínicos devem ser realizados para confirmar esses resultados promissores.
Arch Ital Urol Androl. 2016 Jul 4;88(2):136-43. doi: 10.4081/aiua.2016.2.136.The role of Cucurbita pepo in the management of patients affected by lower urinary tract symptoms due to benign prostatic hyperplasia: A narrative review. Rocco Damiano 1, Tommaso Cai, Paolo Fornara, Corrado Antonio Franzese, Rosario Leonardi, Vincenzo Mirone
Artigo médico 4
Efeitos da semente de abóbora em homens com sintomas do trato urinário inferior devido à hiperplasia prostática benigna no estudo GRANU de um ano, randomizado e controlado por placebo
Introdução: O estudo German Research Activities on Natural Urologicals (GRANU) foi um estudo randomizado, parcialmente cego, controlado por placebo, em grupo paralelo que investigou a eficácia da semente de abóbora em homens com sintomas do trato urinário inferior sugestivos de hiperplasia prostática benigna (BPH/LUTS).
Sujeitos e métodos: Um total de 1.431 homens (50-80 anos) com BPH/LUTS foram aleatoriamente atribuídos a sementes de abóbora (5 g b.i.d.), cápsulas com extrato de sementes de abóbora (500 mg b.i.d.) ou placebo correspondente. O critério de resposta primária foi a diminuição do Escore Internacional de Sintomas da Próstata (IPSS) de ≥5 pontos da linha de base após 12 meses. As medidas de desfecho secundário incluíram qualidade de vida relacionada ao IPSS, itens únicos IPSS e nocturia registrada por diário.
Resultados: Após 12 meses, a taxa de resposta (abordagem de intenção de tratar/última observação-levada à frente) não difere entre extrato de sementes de abóbora e placebo. No caso da semente de abóbora (respondentes: 58,5%), a diferença em relação ao placebo (respondentes: 47,3%) foi descritivamente significativo. Os produtos do estudo foram bem tolerados. No geral, em homens com BPH, 12 meses de tratamento com sementes de abóbora levaram a uma redução clinicamente relevante no IPSS em comparação com o placebo.
Conclusão: Para justificar plenamente uma recomendação para o uso de sementes de abóbora para tratar LUTS moderados, esses achados precisam ser comprovados em estudo confirmatório ou revisão sistemática.
2015;94(3):286-95. doi: 10.1159/000362903. Epub 2014 Sep 5. Effects of pumpkin seed in men with lower urinary tract symptoms due to benign prostatic hyperplasia in the one-year, randomized, placebo-controlled GRANU study. Winfried Vahlensieck 1, Christoph Theurer, Edith Pfitzer, Brigitte Patz, Norbert Banik, Udo Engelmann
Em 1938 já tínhamos publicação de observações sobre alguns pacientes com artrite reumatoide tratados por alergia respiratória (febre do feno) com megadoses de vitamina D3 (200.000 a 400.000 UI/dia). Outras doenças infecciosas como a tuberculose e inúmeras outras condições crônicas receberam a vitamina D sob o manto da cura. O procedimento foi logo abandonado devido aos efeitos colaterais e ao risco de fatalidades associados à elevação marcada do cálcio no sangue. A chamada hipercalcemia. Além é claro de o efeito benéfico ter sido anedótico (poucos casos) ou auto-limitado, e não ter trazido resultados duradouros.
Recente revisão publicada na revista online Frontiers in Endocrinology mostra os aspectos clínicos e o histórico da intoxicação pela vitamina D3, atualmente um diagnóstico em grande alta nos consultórios médicos devido à retomada do modismo de tratamento de inúmeras doenças com megadoses desta vitamina/hormônio.
O recurso terapêutico da década de 30 do século passado parece ter encontrado inúmeros seguidores, mesmo com a falta absoluta de trabalhos científicos comprovando sua utilidade para as inúmeras doenças em que vem sendo indicado. Neste sentido podemos traçar paralelo com a auto-hemoterapia, também propalada como cura de várias doenças naquela mesma época e que de quando em quando reaparece como recurso de tratmento. Veja aqui o sumário da publicação em tradução eletrônica e, ao final, o link para a referência completa em pdf gratuito.
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Sumário
“Confusão, apatia, vômitos recorrentes, dor abdominal, poliuria, polidipsia e desidratação são os sintomas clínicos mais frequentemente observados de toxicidade da vitamina D (VDT, também chamado de intoxicação por vitamina D ou hipervitaminose D). VDT e sua manifestação clínica, hipercalcemia grave, estão relacionados à ingestão excessiva a longo prazo de vitamina D, defeitos da via metabólica da vitamina D, ou a existência de doença coincidente que produz a vitamina D ativa metabólito localmente. Embora o VDT seja raro, os efeitos na saúde podem ser graves se não forem prontamente identificados. Existem muitas formas de VDT exógeno (iatrogênico, provocado por prescrição médica) e endógeno. VDT exógeno é geralmente causado pela ingestão inadvertida ou inadequada de doses extremamente altas de preparações farmacológicas de vitamina D e está associado com hipercalcemia. As concentrações de soro da 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] superiores a 150 ng/ml (375 nmol/l) são a marca registrada do VDT devido à sobredosagem de vitamina D. O VDT endógeno pode desenvolver-se a partir da produção excessiva de um metabólito ativo de vitamina D – 1,25(OH)2D em doenças granulomatosas e em alguns linfomas ou da redução da degradação desse metabólito na hipercalcemia infantil idiopática. O VDT endógeno também pode desenvolver-se a partir de uma produção excessiva de 25(OH)D e 1,25(OH)2D em distúrbios congênitos, como a síndrome de Williams-Beuren. Testes laboratoriais durante exames clínicos de rotina podem revelar hipercalcemia assintomática causada pela ingestão de vitamina D mesmo em doses recomendadas para a população em geral e consideradas seguras. Esse fenômeno, chamado de hipersensibilidade à vitamina D, reflete o metabolismo de vitamina D desregulado. Pesquisadores propuseram muitos processos para explicar o VDT. Esses processos incluem atividade elevada de 1α-hidroxilase ou atividade inibida de 24-hidroxilase, ambos levando ao aumento da concentração de 1,25(OH)D; aumento do número de receptores de vitamina D; e saturação da capacidade de proteína de ligação de vitamina D. O aumento da conscientização pública sobre os benefícios relacionados à saúde da vitamina D pode aumentar o risco de intoxicação devido à autoadministração da vitamina D em doses maiores do que recomendadas para idade e peso corporal ou até mesmo superior aos valores de ingestão de limite superior estabelecidos. Consequentemente, a incidência de hipercalcemia devido à hipervitaminose D pode aumentar.”
Esta pretende ser uma postagem objetiva para esclarecer posições a respeito de Ivermectina, este importante medicamento que deu o Prêmio Nobel de Medicina a seus descobridores.
O que é ivermectina?
Ivermectina é classificada dentro dos agentes anti-helmínticos, contra verminoses intestinais principalmente. Estas são as indicações completas de bula:
estrongiloidíase
oncocercíase
pediculose (piolho)
demodex (blefarite)
filaríase
sarna
gnatostoma
2. Qual o mecanismo de ação da ivermectina?
O remédio funciona paralizando e matando vermes intestinais. Há indicações in vitro (em tubo de ensaio no laboratório) que também pode ter ação anti-viral.
3. Como tomar a ivermectina?
Recomenda-se usar a dose prescrita por seu médico 1 hora antes de refeição com 1 copo de água.
4. Quais os efeitos indesejáveis (também chamados para-efeitos ou efeitos colaterais) da ivermectina?
Esta medicação pode provocar dor de cabeça, tonturas, dor muscular, náuseas ou diarréia. Na maioria dos casos é muito bem tolerada. São muito raros os casos de alergia ao produto.
Você não deve utilizar ivermectina com álcool ou maconha, você poderá ter tonturas e vertigens severas. Nunca dirigir veículos nestas circunstâncias.
5. Quais os cuidados na gravidez e amamentação?
O medicamento de preferência não deve ser usado em grávidas ou amamentando, ivermectina passa no leite materno. Em caso de uso indispensável, converse antes com o pediatra.
6. Posso tomar ivermectina se estou usando outros remédios?
Há várias interações possíveis da ivermectina com inúmeros medicamentos, em geral aumentando o nível de ivermectina no sangue e trazendo maior potencial tóxico do remédio. Abaixo uma lista parcial dos medicamentos comprovados na literatura médica. Converse com seu médico caso esteja utilizando qualquer dos remédios da lista e tenha que usar ivermectina.
erdafitinibe
lasmiditan
quinidina
amiodarona
atorvastatina
bosutinibe
claritromicina
clotrimazol
ciclosporina
dronedarona
elagolix
eliglustat
eritromicina
etotoina
felodipina
fosfenitoina
fostamatinibe
glecaprevir/pibrentasvir
indinavir
istradefilina
itraconazol
ivacaftor
cetoconazol
lapatinibe
lomitapida
loratadina
lovastatina
midazolam
nefazodona
nicardipina
nifedipina
nilotinibe
fenobarbital
fenitoina
ponatinibe
quercetina
ranolazina
rifampia
ritonavir
sareciclina
simvastatina
sirolimus
espironolactona
erva de São João
estiripentol
tacrolimus
tolvaptan
trazodona
tucatinibe
verapamil
warfarina
7. Ivermectina funciona para a COVID-19?
Há algumas evidências iniciais de observações científicas e casos anedóticos (individuais) que a ivermectina poderia ser utilizada contra o SARS-CoV-2. No momento desta postagem (agosto de 2020) não temos ainda resposta científica definitiva. Há pelo menos 10 estudos randomizados em andamento com o remédio sendo utilizado nas fases mais precoces da COVID-19 ou como profilaxia.
Há uma corrente de médicos propalando a prescrição precoce, nos primeiros sintomas da COVID-19, para evitar agravamento da doença, sob a forma de prescrição por compaixão (alguns chamam de off-label, fora das indicações da bula). As doses recomendadas têm sido as mais variadas, desde 2 a 3 comprimidos por dia, até 1 comprimido cada 15 dias.
Caso deseje fazer uso da ivermectina com esta indicação para a COVID-19, converse com seu médico e siga as instruções.
Dentro das formas de medicina alternativa, a ozonioterapia parece ter papel de destaque. Frente à celeuma recente de indicação do método para COVID-19 no Brasil por parte de médicos holísticos, homeopatas e outros (entendo que incluindo ortomoleculares), fiz revisão rápida da literatura a respeito.
Descrevo aqui 3 níveis de evidências:
estudo de revisão publicado por autores espanhóis em maio de 2020 promovendo o uso da ozonioterapia, com doses e aplicações na COVID-19, dizem que há extensa literatura a respeito, mas que “não vamos nos ocupar disto nesta revisão” (??!!). Falam de vários efeitos teóricos do método in vitro e extrapolam para uso humano, sem citar referências complementares às afirmações. Trabalho indexado no PubMed.
2) FDA americano em seu sítio dá conta dos efeitos tóxicos do ozônio e traz considerações sobre as máquinas que o produzem: “[Código de Regulamentos Federais][Título 21, Volume 8][Revisado a partir de 1º de abril de 2019][CITE: 21CFR801.415]Consulte informações relacionadas sobre o nível máximo aceitável de ozônio. em bancos de dados CDRHTÍTULO 21 – ALIMENTOS E DROGASCAPÍTULO I – ADMINISTRAÇÃO DE ALIMENTOS E DROGASDEPARTAMENTO DE SAÚDE E SERVIÇOS HUMANOSSUBCHAPTER H–DISPOSITIVOS MÉDICOS Sec. 801.415 Nível máximo aceitável de ozônio.O ozônio é um gás tóxico sem aplicação médica útil conhecida em terapia específica, adjuntiva ou preventiva. Para que o ozônio seja eficaz como um germicídio, ele deve estar presente em uma concentração muito maior do que a que pode ser tolerada com segurança pelo homem e pelos animais.Embora tenham sido relatados efeitos fisiológicos indesejáveis no sistema nervoso central, coração e visão, o efeito fisiológico predominante do ozônio é a irritação primária das membranas mucosas. A inalação de ozônio pode causar irritação suficiente nos pulmões para resultar em edema pulmonar. O aparecimento de edema pulmonar geralmente é adiado por algumas horas após a exposição; assim, a resposta sintomática não é um aviso confiável de exposição a concentrações tóxicas de ozônio. Uma vez que a fadiga olfativa se desenvolve prontamente, o odor do ozônio não é um índice confiável de concentração atmosférica de ozônio.Uma série de dispositivos atualmente no mercado geram ozônio por design ou como subproduto. Uma vez que a exposição ao ozônio acima de uma certa concentração pode ser prejudicial à saúde, qualquer dispositivo será considerado adulterado e/ou mal identificado dentro do significado das seções 501 e 502 do ato, se for usado ou destinado ao uso.”
3) O Estado Texas está processando clínica que vinha promovendo tratamento da COVID-19 por ozonioterapia. O nome da clínica: Centro do Bem-Estar da Pureza. “Tribunal proíbe Dallas Wellness Center de fazer ‘Terapia de Ozônio’ como tratamento COVID-1924 de abril de 2020Um tribunal federal entrou com uma liminar permanente impedindo um suposto centro de “terapia de ozônio” em Dallas de oferecer tratamentos não comprovados para o COVID-19, anunciou hoje a procuradora Erin Nealy Cox.Em um processo civil apresentado no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte do Texas, o governo alegou que os réus, Centros de Saúde e Bem-Estar da Pureza e um dos diretores da empresa, Jean Juanita Allen, promoveram fraudulentamente a chamada terapia de ozônio como tratamento para o COVID-19.Os réus concordaram em ser obrigados por uma liminar permanente que os impedia de representar que o ozônio poderia ser usado para tratar ou curar o COVID-19. A ordem foi feita na sexta-feira de manhã pelo juiz distrital dos EUA Sam A. Lindsay.”Este réu se aproveitou do medo público, vendendo tratamentos falsos que não tiveram absolutamente nenhum efeito contra o COVID-19″, disse a procuradora do Distrito Norte do Texas Erin Nealy Cox. “Como dissemos em casos civis covid-19 anteriores: o Departamento de Justiça não permitirá que ninguém explore uma pandemia para ganho pessoal.””O Departamento de Justiça não vai ficar parado e permitir a promoção fraudulenta de supostos tratamentos COVID-19 que não fazem bem e que podem ser prejudiciais”, disse a procuradora-geral assistente Jody Hunt, da Divisão Civil do Departamento de Justiça. “Estamos trabalhando com a polícia e parceiros de agências para impedir aqueles que tentam lucrar vendendo produtos inúteis durante essa pandemia.”De acordo com os arquivos do tribunal, a Sra. Allen disse a um interlocutor se passando por um cliente em potencial que, embora o ozônio pudesse ser perigoso, o tratamento da Pureza era seguro mesmo para crianças, sanitizaria qualquer coisa, e erradicaria infecções virais ou bacterianas.Os arquivos do tribunal alegaram que a Sra. Allen alegou que os tratamentos de ozônio da Pureza – que ela afirmou que aumentariam o oxigênio no sangue, impossibilitando a manifestação dos vírus – eram 95% eficazes até mesmo para alguém que testou positivo para COVID-19. Ela alegou que uma equipe de “médicos” havia recomendado uma “sauna de vapor de ozônio” para alguém com COVID-19.No Instagram, a Purity Health & Wellness afirmou que o ozônio era a “única prevenção” para o COVID-19 e insistiu que o tratamento poderia “erradicar” o vírus. O centro também alegou que o ozônio poderia combater outras doenças mortais, incluindo câncer, SARS e Ebola.”Não permitiremos que ninguém lucre ilegalmente explorando o medo e a ansiedade relacionados à pandemia COVID-19″, disse o agente especial do FBI Dallas, Matthew J. DeSarno. “O FBI e nossos parceiros estão trabalhando juntos todos os dias para prevenir, detectar e desmantelar fraudes COVID-19.””A FDA continuará ajudando a garantir que aqueles que colocam lucros acima da saúde pública durante a pandemia COVID-19 sejam interrompidos”, disse Stacy Amin, conselheira-chefe da Food and Drug Administration. “Estamos totalmente comprometidos em trabalhar com o Departamento de Justiça para tomar as medidas apropriadas contra aqueles que comprometem a saúde dos americanos com tratamentos não comprovados.”A ação de execução foi processada pelo procurador Patrick Runkle, do Ramo de Defesa do Consumidor da Divisão Civil e pelo procurador assistente kenneth Coffin da Procuradoria do Distrito Norte do Texas. O procurador assistente Fabio Leonardi é o Coordenador de Fraudes covid-19 do Distrito Norte do Texas. O caso foi investigado pelo Escritório de Campo do FBI em Dallas e pelo Escritório de Investigações Criminais da Administração de Alimentos e Drogas dos EUA.Para obter informações sobre os esforços do Departamento de Justiça para impedir atividades ilegais relacionadas ao COVID-19, visite http://www.justice.gov/coronavirus ou https://www.justice.gov/usao-ndtx/report-covid-19-fraud.”
Estudo que encerra a discussão sobre a proposta de utilizar megadoses de vitamina D em pacientes criticamente doentes foi publicado imediatamente antes do início da atual pandemia, em dezembro de 2019.
O trabalho é rigoroso do ponto de vista metodológico:
randomização após no máximo 12 h de entrada na UTI
dose única de 540.000 UI de vitamina D3 por sonda no estômago, ou placebo
duplo-cego (nem médico nem paciente sabem o que está sendo administrado, para garantir não haver eleição de casos piores ou mais leves em qualquer dos grupos)
avaliação de mortalidade geral após 90 dias.
Para um total de 1.360 pacientes internados com deficiência de vitamina D, detectou-se a grande maioria com valores menores que 20 ng/mL. Após 3 dias da megadose enteral a vitamina D estava em média no valor de
– 47 ng/mL no sangue do grupo que recebeu a megadose de vitamina D3, e
– em 11 ng/mL no grupo placebo.
A mortalidade após 90 dias foi:
– 23% no grupo que recebeu megadose de vitamina D, e
– 21% no grupo placebo.
Não houve diferença clínica entre os grupos quanto a efeitos secundários. A severidade da deficiência de vitamina D no início do estudo não afetou os índices de mortalidade.
O estudo não envolveu pacientes com COVID-19, porém pode-se imaginar uma extensão dos achados a este grupo de casos.
Conclusão
Administração precoce de altas doses de vitamina D3 em pacientes criticamente doentes em UTI não tem vantagem sobre placebo quanto à mortalidade e outras várias situações clínicas após 90 dias de seguimento.
O ultrassom terapêutico é um procedimento simples que usa ondas sonoras inaudíveis para aumentar o fluxo sanguíneo, relaxar espasmos musculares e ajudar na cicatrização que leva a alívio mais rápido da dor no quadril e no joelho. O terapeuta aplica gel na pele e move um cabeçote de ultrassom sobre sua pele ao redor da área dolorosa. Em uma técnica especial de ultrassom chamada fonoforese, a medicação (muitas vezes hidrocortisona) é adicionada ao gel.
Em uma pesquisa com fisioterapeutas ortopédicos, mais da metade disse que usaria ultrassom e fonoforese para reduzir a inflamação dos tecidos moles (em tendinite ou bursite, por exemplo). Essas técnicas também são usadas para controlar a dor, curar tecidos e ajudar os músculos a alongar.
A iontoforese usa correntes elétricas para acelerar a entrega de medicamento para o tecido danificado, ou simplesmente para reduzir espasmos musculares e irritação relacionada. Uma quantidade pequena do remédio pastoso é colocada na pele e uma corrente indolor e de baixa intensidade é aplicada por cerca de 10 a 15 minutos. Você pode sentir calor ou formigamento durante o tratamento.
Exercícios terapêuticos
Fortalecer os músculos ao redor de um joelho ou quadril danificado pode ajudar a reduzir o estresse em uma articulação. Por exemplo, seus quadris têm que fazer menos trabalho para suportar seu peso corporal se seus quadríceps, glúteos, isquiotibiais e músculos abdominais são fortes. Quadríceps fortes também podem assumir parte do trabalho absorvente de choque do menisco ou cartilagem nos joelhos. O equilíbrio adequado de força nos músculos pode manter a articulação na posição mais funcional e menos dolorosa. Exercícios de flexibilidade (para esticar e relaxar músculos específicos) também são uma parte importante de um plano de exercícios para melhorar a função articular.
Em um programa com progressão usual, os exercícios são iniciados ainda durante o período de fitsioterapia, e depois mantidos por educador físico acostumado às artroses de quadirl e joelhos. É muito importante saber o que deve ser aplicado ao paciente em termos de cargas e repetições, bem como saber quais os limites de cada pessoa.
Retreinamento de marcha
Problemas no joelho e no quadril podem atrapalhar sua caminhada normal, causando dor, restringindo o movimento articular ou enfraquecendo os músculos. E o padrão normal de uma pessoa de ficar em pé, caminhar ou correr pode trazer problemas articulares. Pode levar muitos anos caminhando com uma marcha anormal antes que ocorra uma lesão articular. Um fisioterapeuta pode analisar sua marcha e ajudá-lo a aprender a se mover de forma mais eficiente. Inicialmente, a marcha “normal” pode parecer estranha. Há necessidade de prática e instrução continuada antes de se tornar confortável, mas eventualmente se tornará natural para você. Fisioterapeutas também podem sugerir uma mudança nos sapatos ou formas de fortalecer os músculos que podem ajudar a restaurar uma marcha mais alinhada.
Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, surgiu na China, mas desde então se espalhou para muitos países — incluindo o Brasil. Embora o risco para a maioria das pessoas neste país permaneça baixo, muitos estão comprando máscaras faciais para ajudar a se proteger.
Mas máscaras faciais não são uma maneira eficaz de prevenir a doença para a maioria das pessoas saudáveis, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA e a Organização Mundial da Saúde. Isso inclui máscaras simples e soltas às vezes chamadas máscaras cirúrgicas; respiradores N95 mais apertados, que filtram 95% das partículas transportadas pelo ar; e máscaras faciais reutilizáveis às vezes anunciadas como máscaras de poeira.
O interesse por máscaras é compreensível, diz William Schaffner, M.D., professor de medicina na divisão de doenças infecciosas da Vanderbilt University School of Medicine, em Nashville. Mas qualquer benefício que pessoas saudáveis podem obter usando uma máscara é provavelmente modesto. Na verdade, se você não está doente ou cuidando de pessoas que estão, usar uma máscara vem com desvantagens. Aqui está o que você precisa saber.
No fim de semana, o cirurgião-geral dos EUA, Jerome M. Adams M.D., alertou os americanos, via Twitter: “PAREM DE COMPRAR MÁSCARAS!” Ele enfatizou que as máscaras não ajudam a prevenir a propagação do coronavírus no público em geral.
Outros especialistas concordam. “Na pesquisa que foi feita, não vemos nenhum benefício no nível comunitário para o uso da máscara”, diz Amanda McClelland, vice-presidente sênior da Vital Strategies, uma organização de saúde pública que se concentra em ameaças à saúde global.
Máscaras cirúrgicas, por exemplo, têm um ajuste solto, o que significa que gotículas de líquido — como o que uma pessoa expele quando tosse, e pelo qual acredita-se que o coronavírus seja transmitido — podem vazar pelos lados da máscara.
Os respiradores N95 são mais confortáveis, mas podem ser difíceis de encaixar corretamente. Na verdade, os profissionais de saúde devem fazer um teste anual para provar que podem se encaixar adequadamente no dispositivo e criar um selo completo contra vazamentos ao redor da face.
Além disso, máscaras faciais podem ser desconfortáveis, então você pode se encontrar frequentemente ajustando a máscara. Ou você pode tirá-la para comer ou beber e, em seguida, colocá-la de volta depois. Isso acaba com o propósito todo da máscara, diz McClelland. “As pessoas se contaminam mais tocando na máscara e tirando-a do rosto.”
Tanto máscaras cirúrgicas quanto respiradores N95 são feitos apenas para serem usados uma vez e depois jogados fora — os profissionais de saúde usam uma nova máscara para cada paciente, em parte porque as máscaras podem ser contaminadas por germes durante o uso. Mas os consumidores podem ser tentados a reutilizá-las, possivelmente espalhando o vírus para outras superfícies ou itens.
Para evitar essa possibilidade, os profissionais de saúde limpam as mãos toda vez que removem uma máscara.
Quanto às máscaras de pano laváveis que você pode ver à venda, algumas evidências sugerem que máscaras reutilizáveis não são a melhor opção. Um estudo realizado no Reino Unido em 2015 constatou que os profissionais de saúde que usavam máscaras de pano eram mais propensos a serem infectados por doenças respiratórias do que aqueles que usavam máscaras cirúrgicas descartáveis, mesmo quando os trabalhadores as lavavam no final de cada um de seus turnos.
Em geral, diz Glatt (que não participou do estudo), “o potencial de contaminação dessas máscaras de pano é uma preocupação real, especialmente se elas não forem limpas adequadamente”.
Ainda assim, se você optar por uma máscara reutilizável, Schaffner recomenda seguir as instruções do fabricante sobre como limpá-la.
Então, quem precisa de uma máscara?
Pessoas com sintomas que podem ser COVID-19 — como febre, tosse e falta de ar — devem usar uma máscara quando estão perto de outras pessoas, para limitar a propagação da infecção.
Além disso, uma vez que o novo coronavírus se espalha principalmente entre pessoas que têm contato próximo — ou seja, dentro de até 2 metros — entre si, aqueles que estão cuidando de alguém suspeito de ter COVID-19 também devem considerar usar uma máscara.
Se você está em um desses grupos, é importante usar máscaras corretamente. Lave as mãos antes de colocar a máscara e tente não tocá-la. Se fizer isso, lave as mãos de novo. Descarte a máscara assim que estiver úmida. Para removê-la, manuseie o elástico ao redor das orelhas (não a frente da máscara), jogue-a fora imediatamente, seja em um saco plástico fechado ou em uma lixeira com tampa, e lave as mãos novamente. Não reuse a máscara.
Os profissionais de saúde também devem usar máscaras para se proteger — preferencialmente uma N95 — ao cuidar de pessoas suspeitas de terem COVID-19.
Os melhores passos para a prevenção
Embora as máscaras sejam consideradas apropriadas para apenas uma pequena porcentagem de pessoas, todos devem tomar as seguintes medidas para ajudar a prevenir a propagação de coronavírus e outras infecções.
“A higiene impecável das mãos é fundamental”, diz Isaac Bogoch, médico epidemiologista e professor associado de doenças infecciosas no departamento de medicina da Universidade de Toronto. Isso é para protegê-lo da exposição a gotículas de fluido de tosses ou espirros que contêm o vírus.
Lave as mãos com frequência, esfregando bem durante os 20 segundos recomendados.
Use desinfetante para as mãos quando não puder chegar a uma pia — depois de tocar em um corrimão ou na maçaneta da porta, no transporte público ou usar um teclado compartilhado na biblioteca, por exemplo.
Abster-se de tocar seu rosto também é importante, porque é assim que os germes são transferidos de suas mãos para a boca ou nariz, e entram em seu corpo. “É fácil dizer, mas difícil de fazer”, diz Bogoch, mas agora é a hora de fazer disso um hábito.
E, claro, cubra qualquer tosse ou espirros com um lenço, e se você não puder, espirre ou tossa no ângulo do cotovelo. Na verdade, a principal maneira de se proteger desse vírus é apenas praticar o mesmo tipo de práticas higiênicas que você faz durante a temporada de gripe.
A rápida propagação do coronavírus agora chamado COVID-19 provocou alarme em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência sanitária global, e muitos países estão enfrentando um aumento nos casos confirmados. Nos EUA, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) aconselham as pessoas a estarem preparadas para interrupções na vida cotidiana que serão necessárias se o coronavírus se espalhar dentro das comunidades. O Brail e vários outros países devem estar com atitudes proativas, e não reativas, neste momento.
Saiba mais sobre o COVID-19 e como se proteger
O que é coronavírus?
Os coronavírus são uma causa extremamente comum de resfriados e outras infecções respiratórias superiores.
O que é COVID-19?
COVID-19, abreviação de “coronavirus disease 2019” (Doença do Coronavírus 2019), é o nome oficial dado pela Organização Mundial da Saúde à doença causada por este coronavírus recém-identificado.
Quantas pessoas têm COVID-19?
Os números estão mudando rapidamente. As informações mais atualizadas estão disponíveis na Organização Mundial da Saúde e nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Aqui você tem números atualizados a todo o momento:
Algumas pessoas infectadas com o vírus não têm sintomas. Quando o vírus causa sintomas, os comuns incluem febre de baixo grau, dores no corpo, tosse, congestão nasal, coriza e dor de garganta. No entanto, o COVID-19 pode ocasionalmente causar sintomas mais graves, como febre alta, tosse severa e falta de ar, o que muitas vezes indica pneumonia. Em torno de 80% das pessoas fazem uma doença leve a moderada, 10 a 14% evoluem para a doença mais agressiva, em geral pessoas com faixa etária acima dos 60 anos e portadoras de doenças crônicas como diabetes, doenças autoimunes, bronquite crônica, enfisema ou câncer.
Quanto tempo entre quando uma pessoa é exposta ao vírus e quando começa a apresentar sintomas?
Como este coronavírus acaba de ser descoberto, o tempo de exposição ao início dos sintomas para a maioria das pessoas ainda não foi determinado. Com base nas informações atuais, os sintomas podem aparecer logo após três dias de exposição até 14 dias depois.
Como o coronavírus se espalha?
Acredita-se que o coronavírus se espalhe principalmente de pessoa para pessoa. Isso pode acontecer entre indivíduos que estão em contato próximo uns com os outros. Gotículas que são produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra pode cair na boca ou nariz de pessoas que estão próximas, ou possivelmente são inaladas em seus pulmões. O coronavírus também pode se espalhar pelo contato com superfícies ou objetos infectados. Por exemplo, uma pessoa pode obter COVID-19 tocando uma superfície ou objeto que tem o vírus sobre ele e, em seguida, tocando sua própria boca, nariz ou seus olhos.
Quando as pessoas são mais contagiosas?
As pessoas são consideradas mais contagiosas quando são mais sintomáticas. No entanto, houve alguns relatos de coronavírus se espalhando antes que as pessoas de seus contatos apresentassem sintomas.
Quão mortal é o COVID-19?
As informações originais da China provavelmente superestimaram o risco de morte pelo vírus. Neste momento parece que o risco de doenças e mortes muito graves é menor do que era para o SARS e o MERS, epidemias de coronavírus que ocorreram em 2003 e 2014 respectivamente. As estatísticas no momento apontam para índice de mortalidade de 3,4%, mas isto tem variado de país para país. O número exato e correto ainda não sabemos.
Quem corre o maior risco de ficar muito doente com o COVID-19?
Pessoas mais velhas e aquelas com problemas médicos subjacentes como bronquite crônica, enfisema, insuficiência cardíaca ou diabetes, são mais propensas a desenvolver doenças graves.
O tempo quente faz parar o surto de COVID-19?
Alguns vírus, como o resfriado comum e a gripe, se espalham mais quando o tempo está mais frio. Mas ainda é possível adoecer com esses vírus durante os meses mais quentes. Neste momento não sabemos se a propagação do COVID-19 diminuirá quando o tempo esquentar, apenas nos últimos dias tivemos casos em países e continentes em que o clima ainda é de verão.
O que posso fazer para proteger a mim e aos outros do COVID-19?
As seguintes ações ajudam a prevenir a propagação do COVID-19, bem como outros coronavírus e Influenza:
Evite contato próximo com pessoas doentes.
Evite tocar seus olhos, nariz e boca.
Fique em casa quando estiver doente.
Cubra sua tosse ou espirre com um lenço, em seguida, jogue-o no lixo. De preferência lixo com tampa.
Limpe e desinfete frequentemente objetos e superfícies tocadas usando um spray ou produto normal de limpeza doméstica.
Lave as mãos com água e sabão. Ou uso álcool-gel no bolso ou na bolsa.
O que preciso saber sobre lavar minhas mãos efetivamente?
Lave as mãos muitas vezes com água e sabão por pelo menos 20 segundos, especialmente depois de ir ao banheiro; antes de comer; e depois de assoar o nariz, tossir ou espirrar. Se o sabão e a água não estiverem prontamente disponíveis, use um desinfetante para as mãos à base de álcool com pelo menos 70% de álcool, cobrindo todas as superfícies de suas mãos e esfregando-as juntas até que se sintam secas. Lave sempre as mãos com água e sabão se as mãos estiverem visivelmente sujas.
Veja o vídeo no YouTube sobre como lavar as mãos de forma a higienizá-las corretamente:
Siga as recomendações de saúde pública onde você mora. Máscaras faciais simples não são recomendadas para o público em geral porque não filtram os vírus do ar que você respira. Em outras palavras, eles passam pela barreira representada pela máscara. Apenas as máscaras chamadas N95 fazem esta filtragem. Algumas unidades de saúde exigem que as pessoas usem a máscara N95 em certas circunstâncias. Com certeza naquelas instituições que estão lidando com pessoas já diagnosticadas com mo Coronavírus. Se você tem sintomas respiratórios como tosse ou espirro, especialistas recomendam usar uma máscara para proteger outras pessoas. Isso pode ajudar a conter gotículas contendo qualquer tipo de vírus, incluindo a gripe, e proteger qualquer pessoa que esteja a pelo menos 1 metro da pessoa infectada.
É seguro viajar de avião?
Mantenha-se atualizado com as assessorias de viagem e agências reguladoras. Esta é uma situação em rápida mudança. Dois atendentes de vôo da empresa aérea British Airways pegaram a doença, conforme notícias de início de março (quando escrevo este apanhado geral sobre a epidemia). Qualquer um que tenha febre e sintomas respiratórios não deve voar se possível. Mesmo que uma pessoa tenha sintomas que pareçam apenas um resfriado, ele ou ela deve usar uma máscara dentro do avião, assim estará protegendo outros passageiros. Lembre-se que os filtros de aviões não estão planejados para filtrar partículas virais, que são das mais pequenas conhecidas como microorganismos infectantes.
Existe uma vacina disponível?
Nenhuma vacina está disponível, embora os cientistas comecem a testar em humanos uma vacina muito em breve. Espera-se uma vacina para cobertura em massa da população apenas para 2021.
Uma pessoa que teve coronavírus pode ser infectada de novo?
Embora ainda não saibamos a resposta, a maioria das pessoas provavelmente desenvolveria imunidade a curto prazo ao coronavírus específico que causa o COVID-19. No entanto, você ainda estaria suscetível a uma infecção diferente de coronavírus. Ou, este vírus em particular pode sofrer mutação, assim como o vírus da gripe faz a cada ano. Muitas vezes essas mutações mudam o vírus o suficiente para torná-lo suscetível, porque seu sistema imunológico acha que é uma infecção que nunca viu antes. O Coronavírus da epidemia atual já mutou 2 vezes: quando pulou de um animal (talvez morcegos) para um ser humano, e quando foi detectada na China uma nova forma diferente do vírus inicial, hoje chamadas formas S (original) e L (nova mutação, mais agressiva). Há 1 caso descrito de pessoa infectada pelas duas formas do vírus ao mesmo tempo.
Quanto tempo o coronavírus que causa o COVID-19 pode sobreviver nas superfícies?
Ainda não sabemos quanto tempo o coronavírus pode sobreviver em superfícies como plástico, porcelana, granito, aço ou cobre. Enquanto isso, o CDC recomenda a limpeza de superfícies e objetos tocados com frequência todos os dias. Estes incluem balcões, mesas, maçanetas, luminárias para banheiros, banheiros, telefones, teclados e mesas de cabeceira. Se as superfícies estiverem sujas, primeiro limpe-as usando um detergente e água, em seguida, desinfete-as. Uma lista de produtos adequados para uso contra o COVID-19 está disponível aqui. Detergentes comuns usados na cozinha matam o vírus, que tem dupla camada de gordura na sua superfície. O vírus da SARS de 2003 foi testado em várias superfícies, quando ficou claro que sobrevive muitos dias em superfície de metal inoxidável, como nos eletrodomésticos da cozinha.
Estou tomando um remédio que suprime meu sistema imunológico. Devo parar de tomá-lo para que eu tenha menos chance de ficar doente do coronavírus?
Se você contrair o vírus, sua resposta a ele dependerá de muitos fatores, apenas um deles é tomar medicação que suprime seu sistema imunológico. Além disso, parar a medicação por conta própria pode fazer com que sua condição subjacente piore. E o mais importante, não tome essa decisão sozinho. É sempre melhor não ajustar a dose ou parar de tomar uma medicação prescrita sem antes falar com o médico que prescreveu a medicação.
Uma vacina pneumocócica vai ajudar a me proteger contra coronavírus?
Vacinas contra pneumonia, como vacina pneumocócica e vacina contra Haemophilus tipo B (Hib), só ajudam a proteger as pessoas dessas infecções bacterianas específicas. Eles não protegem contra nenhuma pneumonia coronavírus, incluindo a que causa COVID-19. No entanto, embora essas vacinas não protejam especificamente contra o coronavírus COVID-19, elas são altamente recomendadas para proteger contra outras doenças respiratórias. Aproveite e já faça vacinas contra a gripe assim que disponíveis.
O que posso fazer para me preparar para um surto de COVID-19?
Para sua paz de espírito, e também de sua família, tente planejar com antecedência um possível surto. Por exemplo, se houver um surto em sua comunidade, você pode não ser capaz de chegar a uma loja, ou as lojas podem estar sem suprimentos, por isso será importante para você ter suprimentos extras em mãos. Converse com familiares e entes queridos sobre como eles poderiam cuidados se adoecessem, ou o que seria necessário para cuidar deles em sua casa. Considere o que você pode fazer se a escola ou creche do seu filho fechar, ou se você precisar ou for convidado a trabalhar em casa, o que vários indivíduos estão já praticando. Mantenha-se atualizado com recursos de notícias confiáveis, como o site do seu departamento de saúde local. Se sua cidade ou bairro tiver um site ou página de mídia social, considere juntar-se a ele para manter o acesso aos vizinhos, informações e recursos.
Que tipos de medicamentos e suprimentos de saúde devo ter em mãos para uma estadia prolongada em casa?
Tente estocar pelo menos 30 dias de qualquer prescrição necessária de medicamentos. Certifique-se de que você também tem medicamentos mais simples, sem prescrição médica, e outros suprimentos de saúde em mãos. São suprimentos médicos e de saúde:
medicamentos prescritos
suprimentos médicos prescritos, como glicose e equipamento de monitoramento da pressão arterial, cateteres, fraldas e outros
remédios para febre e dor, como acetaminofeno ou ibuprofeno
remédio para tosse e diarréia
termômetro
fluidos com sais minerais, como água de côco e tônicos hidratantes vendidos em super-mercados
sabão e álcool-gel desinfetante para as mãos
lenços de papel, papel higiênico, absorventes, guardanapos sanitários
sacos de lixo
Devo manter comida extra em casa? De que tipo?
Considere manter um fornecimento de 2 semanas a 30 dias de alimentos não perecíveis em casa. Esses itens também podem ser úteis em outros tipos de emergências, como quedas de energia ou tempestades.
Exemplos de alimentos para ter em casa:
carnes enlatadas, frutas, legumes e sopas
frutas congeladas, legumes e carne
proteínas ou barras de frutas
cereal seco, farinha de aveia ou granola
manteiga de amendoim ou nozes
macarrão, pão, arroz e outros grãos
feijão enlatado
caldo de frango, tomates enlatados, molho de macarrão
óleo para cozinhar, farinha, açúcar
biscoitos
café, chá, leite longa vida, sucos enlatados
água engarrafada
enlatados ou alimentos para bebê e fórmulas
alimentos que você aprecia (chocolates…)
suprimentos domésticos como detergente de lavanderia e limpeza doméstica.
O que devo fazer se acho que eu ou alguém da família podemos ter uma infecção pelo COVID-19?
Primeiro ligue para seu médico ou pediatra para conselhos. Se você não tem um médico e está preocupado que você ou seu filho possam ter COVID-19, entre em contato com seu departamento de saúde local, ou para quem você foi orientado pelos meios de comunicação e/ou midias sociais. Eles podem direcioná-lo para o melhor lugar para avaliação e tratamento em sua área, inclusive também para fazer o teste de laboratório para diagnóstico. É melhor não procurar atendimento médico em um pronto-socorro a menos que você tenha sintomas de doença grave, porque você pode estar com resfriado comum e lá poderá se infectar com quem de fato tem o Coronavírus. Os sintomas graves incluem alta ou muito baixa temperatura corporal, falta de ar, confusão ou sensação de que você pode desmaiar. Se possível ligue para o departamento de emergência com antecedência para avisar a equipe que você está vindo, para que eles possam estar preparados para sua chegada. Isto principalmente se você chegou de viagem de algum país com maior índice de contaminação do povo.
Como saberei se tenho COVID-19 ou gripe normal?
O coronavírus causa uma doença caracterizada pelos mesmos sintomas que uma pessoa com um resfriado ruim ou gripe experimentaria. E, como a gripe, os sintomas podem progredir e se tornar um risco para a vida. É mais provável que seu médico suspeite de coronavírus se você tiver sintomas respiratórios e tiver viajado para a China ou outro país com maiores índices de contaminação, ou ter sido exposto a pessoas suspeitas de ter COVID-19.
Como alguém é testado para COVID-19?
Um teste especializado deve ser feito para confirmar que uma pessoa tem COVID-19. O exame chama-se RT-PCR (Reação de Polimerase em Cadeia por Transcriptase Reversa), que checa a sequência genética, os próprios gens, do Coronavírus.
Existe um tratamento antiviral para COVID-19?
Atualmente não há tratamento antiviral específico para covid-19. Cuidado com fake news, que lhe dão sensação falsa de segurança. Veja o vídeo com vários exemplos de fake news acerca do tratamento desta epidemia:
Quais tratamentos estão disponíveis para tratar o coronavírus?
Atualmente não há tratamento antiviral específico para COVID-19. No entanto, semelhante ao tratamento de qualquer infecção viral, essas medidas podem auxiliar:
Auto-isolamento em casa, com portas fechadas e janelas abertas, de preferência em um quarto usado apenas pelo doente
Receber alimentos e todo o necessário pela janela, adaptar o necessário se estiver em apartamento
Não receber nenhum visitante
Manter-se aquecido e bem hidratado
Tomar acetaminofeno, ibuprofeno ou naproxeno para reduzir a febre (se muito elevada) e aliviar dores
Usar sacos de lixo duplos e lixo com tampa
Familiares na casa devem usar máscara N95, luvas e outros materiais descartáveis e evitar contato direto com o doente.
Posso infectar meu animal de estimação, ou pegar a doença a aprtir do meu pet?
Não houve relatos de animais de estimação ou outros animais adoecendo com COVID-19, mas ainda é recomendável que as pessoas doentes com COVID-19 limitem o contato com animais até que mais informações sejam conhecidas. Se você deve cuidar do seu animal de estimação ou estar perto de animais enquanto estiver doente, lave as mãos antes e depois de interagir com animais de estimação e use uma máscara facial – para impedir que o vírus passe de você ao animal.
Como posso me proteger enquanto cuido de alguém que pode ter COVID-19?
Você deveria tomar muitas das mesmas precauções que você faria se você estivesse cuidando de alguém com gripe. Fique em outro quarto ou se separe da pessoa o máximo possível. Use um quarto e banheiro separados, se disponível. Certifique-se de que os espaços compartilhados em casa tenham um bom fluxo de ar. Ligue um ar condicionado ou abra uma janela. Lave as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos ou use um desinfetante para as mãos à base de álcool que contenha pelo menos 70% de álcool, cobrindo todas as superfícies de suas mãos e esfregando-as juntas até que se sintam secas. Use água e sabão se as mãos estiverem visivelmente sujas. Evite tocar seus olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
Precauções extras: você e a pessoa devem usar uma máscara facial se você estiver na mesma sala. Use uma máscara facial descartável e luvas quando você tocar ou tiver contato com o sangue, fezes ou fluidos corporais da pessoa, como saliva, escarro, muco nasal, vômito, urina. Jogue fora máscaras e luvas descartáveis depois de usá-las. Não reutilize. Primeiro remova e jogue fora as luvas. Em seguida, limpe imediatamente as mãos com sabão e água ou desinfetante para as mãos à base de álcool. Em seguida, remova e jogue fora a máscara facial e limpe imediatamente as mãos novamente com sabão e água ou desinfetante para as mãos à base de álcool. O ritual é moroso, mas assim você estará melhor protegido(a). Não compartilhe utensílios domésticos como pratos, copos, xícaras, utensílios, toalhas, roupas de cama ou outros itens com a pessoa que está doente. Depois que a pessoa usar esses itens, lave-os completamente. Limpe todas as superfícies de “alto uso e toque”, como balcões, mesas, maçanetas, utensílios de banheiro, banheiros, telefones, teclados, tablets e mesas de cabeceira, todos os dias. Além disso, limpe todas as superfícies que possam ter sangue, fezes ou fluidos corporais sobre eles. Use um spray de limpeza doméstico. Está já comprovado que 90% das superfícies em quarto de pessoa com o Coronavírus estão contaminadas pelo vírus, um WC que o paciente utilize terá 60% das superfícies contaminadas. Lave bem a roupa. Remova imediatamente e lave roupas ou roupas de cama que tenham sangue, fezes ou fluidos corporais sobre eles. Use luvas descartáveis enquanto manuseia itens sujos e mantenha os itens sujos longe do corpo. Limpe as mãos imediatamente após remover as luvas. Coloque todas as luvas descartáveis usadas, máscaras faciais e outros itens contaminados em um recipiente forrado antes de descartá-los com outros resíduos domésticos. Se for saco de lixo, utilize dois sacos superpostos e feche bem. Limpe as mãos (com água e sabão ou um desinfetante para as mãos à base de álcool) imediatamente após manusear esses itens.
Meus pais são mais velhos, o que os coloca em maior risco para COVID-19, e eles não moram perto. Como posso ajudá-los se eles adoecem?
Cuidar à distância pode ser estressante. Comece falando com seus pais sobre o que eles precisariam caso adoeçam. Reponha uma lista única de contatos de emergência para sua referência e de seus pais, incluindo médicos, familiares, vizinhos e amigos. Inclua informações de contato para o departamento de saúde pública local. Você também pode ajudá-los a planejar com antecedência. Por exemplo, peça aos seus pais para dar aos vizinhos ou amigos um conjunto de chaves da casa. Faça check-in regularmente por telefone, Skype, WhatsApp ou como quiser manter contato.