QUER VIVER ATÉ OS 150 ANOS? TALVEZ VOCÊ ESTEJA FAZENDO A PERGUNTA ERRADA!

Uma avó sorridente cuida de plantas enquanto uma neta feliz ouve o avô ler um livro, com um cachorro ao lado, em um ambiente ao ar livre iluminado.

A ciência já sabe bastante sobre como envelhecer com saúde. O problema é que muitas dessas descobertas não são aquelas que estão sendo vendidas nas redes sociais.

Todos os dias aparecem novas promessas de longevidade: suplementos milagrosos, soros intravenosos, medicamentos que supostamente retardam o envelhecimento e exames caríssimos que prometem revelar nossa verdadeira “idade biológica”.

Mas será que alguma dessas novidades realmente funciona?

Antes de gastar dinheiro tentando viver até os 120 ou 150 anos, vale perguntar: de que adianta viver muito se perdermos a capacidade de aproveitar a vida?

Na Medicina, existe uma diferença importante entre viver muitos anos e viver muitos anos com saúde, autonomia e qualidade de vida.

É o conceito de healthspan, ou tempo de vida saudável.

O objetivo não é simplesmente acrescentar anos à vida, mas preservar a saúde e a independência durante esses anos.

O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE AS PROMESSAS DA LONGEVIDADE?

Algumas substâncias têm resultados interessantes em experimentos científicos. Mas precisamos lembrar que aquilo que funciona em camundongos nem sempre funciona em seres humanos.

Rapamicina: esse medicamento, utilizado principalmente para prevenir a rejeição de órgãos transplantados, prolongou a vida de animais de laboratório. Entretanto, ainda não existem evidências convincentes de que aumente a longevidade humana. E não é um medicamento isento de riscos.

NAD+: é uma molécula fundamental para o funcionamento das células. Suplementos e tratamentos intravenosos que prometem aumentar seus níveis tornaram-se populares. Apesar de algumas alterações favoráveis em exames laboratoriais, ainda não foi demonstrado que esses tratamentos prolonguem a vida ou melhorem de maneira consistente a saúde de pessoas saudáveis.

Metformina: excelente medicamento para determinadas pessoas com diabetes, mas ainda não comprovou prolongar a vida de indivíduos saudáveis. Alguns estudos até sugerem que pode prejudicar parte do ganho muscular obtido com exercícios de força em pessoas idosas.

Canetas emagrecedoras: medicamentos como semaglutida e tirzepatida apresentam benefícios importantes no tratamento da obesidade e de determinadas doenças. Alguns demonstraram redução de complicações cardiovasculares e outros desfechos clínicos. Isso, porém, não significa que tenham comprovadamente retardado o envelhecimento biológico de pessoas saudáveis.

Jejum intermitente: pode ajudar a emagrecer, principalmente quando facilita a redução da quantidade de calorias consumidas. Mas não demonstrou prolongar a vida humana, nem é necessariamente superior a outras estratégias alimentares equilibradas.

DESCARTAMOS AS PROMESSAS. MAS O QUE REALMENTE FUNCIONA?

Até aqui, vimos que muitos dos tratamentos vendidos como revolucionários para a longevidade ainda não conseguiram demonstrar que fazem as pessoas viver mais.

Mas existe uma boa notícia: a ciência já identificou medidas capazes de aumentar nossas chances de viver mais e, principalmente, envelhecer com saúde e independência.

Algumas são surpreendentemente simples. Outras exigem atenção especial depois dos 60 anos. E há suplementos que podem ajudar — mas apenas em determinadas circunstâncias.

Na continuação exclusiva para assinantes, vamos responder:

  • Quais são as atitudes que realmente fazem diferença para a longevidade?
  • Creatina e proteínas: quem se beneficia e quanto é necessário?
  • Como preservar os músculos, a memória e a autonomia com o passar dos anos?
  • Vale a pena pagar por exames de “idade biológica”?
  • O que você pode começar a fazer hoje para chegar melhor aos 80, 90 ou 100 anos?

A parte mais importante vem agora: menos promessas, mais ciência e orientações práticas para a sua vida. A indústria da longevidade vende a esperança de viver até os 150 anos. A Medicina já conhece maneiras de ajudar você a chegar bem aos 80, 90 ou 100. É sobre elas que vamos conversar agora.

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