Por que fazer mais exames de laboratório e de imagem nem sempre nos torna mais saudáveis

Cena comum de consultório: “Doutor, pode pedir tudo que é exame, meu convênio paga“.

Hoje é possível fazer, por conta própria, exames como ressonância magnética de corpo inteiro, tomografia para medir cálcio nas coronárias e ultrassons vasculares. Esse mercado cresce rapidamente e movimenta bilhões de dólares (ou a moeda de seu país). Mas a pergunta principal é: ter mais informações sobre o corpo realmente melhora a saúde?

Nem sempre.

Para que um exame seja útil, ele precisa detectar corretamente uma doença ou risco, levar a uma mudança de conduta e, principalmente, essa mudança precisa produzir um resultado melhor do que ocorreria se o exame não tivesse sido feito.

A ressonância magnética de corpo inteiro em pessoas saudáveis é um bom exemplo. Ela pode encontrar pequenos nódulos na tireoide, rim e outros órgãos. A partir daí podem surgir novos exames, biópsias, consultas e até cirurgias.

Isso parece lógico porque costumamos pensar que diagnosticar mais cedo é sempre melhor. Porém, isso não é verdade em todas as situações.

Alguns tumores crescem tão lentamente que talvez nunca causassem sintomas ou ameaçassem a vida. Pequenos cânceres da tireoide e alguns tumores renais são exemplos. Encontrá-los pode não prolongar a vida e ainda levar a tratamentos desnecessários.

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